Urbanização e desenvolvimento industrial agravam saúde

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Uma visão geral sobre a poluição atmosférica e as relações que se estabelecem entre o desenvolvimento urbano-industrial e seus efeitos para a saúde humana foram os assuntos discutidos por Sandra Hacon, pesquisadora do Departamento de Endemias Samuel Pessoa (DENSP/ENSP), na sexta-feira (19/05), durante o Centro de Estudos do DENSP.

O processo de urbanização acelerada da população e o desenvolvimento industrial brasileiro vêm trazendo enormes desafios à sociedade em relação aos problemas ambientais. "Nossas desigualdades sociais agravam muito os efeitos das atividades humanas sobre o ambiente", comenta Sandra. O crescente aumento da emissão de poluentes atmosféricos devido ao desenvolvimento urbano em algumas áreas de maior concentração provoca o aumento em casos de problemas respiratórios. "Os principais poluentes são o monóxido de carbono, o dióxido de enxofre, o dióxido de nitrogênio e o ozônio", aponta a palestrante.

Segundo a pesquisadora, os efeitos colaterais vão desde alterações cardíacas, produção de substâncias oxidantes intracelulares, até a redução da imunidade e a reação inflamatória do trato respiratório. "Quanto menor a partícula, mais fácil de chegar aos alvéolos pulmonares". Sandra apresentou uma estimativa de emissão de poluentes, uma pirâmide de efeitos da exposição aos poluentes atmosféricos na saúde humana, a mortalidade entre jovens, crianças e idosos e estudos sobre o tema em determinadas regiões.

O trabalho da pesquisadora visa contribuir para uma compreensão melhor dos determinantes sociais, econômicos e ambientais nos processos de saúde e doença da população.

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