Pesquisadora da ENSP comenta a epidemia de cesáreas no Brasil

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A pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), Silvana Granado – especialista em saúde da mulher e coordenadora adjunta da pesquisa Nascer no Brasil – comenta, em entrevista ao site de notícias DW Brasil, as políticas públicas do país e a aprovação do projeto proposto pela deputada Janaína Paschoal (PSL), o qual garante a possibilidade de gestantes optarem pelo parto cirúrgico através do SUS mesmo sem recomendação médica.

O Brasil apresenta um cenário epidêmico de cesáreas. A taxa de partos cirúrgicos no país já ultrapassa 55%, estando atrás somente da República Dominicana. Dentre esses casos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em apenas 10% e 15% são realmente necessárias a realização da cesariana por motivos médicos. Frente a esses dados, o projeto aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo trouxe à tona a discussão sobre a cesariana no país, que, apesar de ter se tornado um procedimento cotidiano em nascimentos, pode trazer complicações tanto para mães quanto para os bebês.

Segundo Silvana, o projeto de autoria da deputada Janaína Paschoal (PSL) ignora evidências científicas sobre esse procedimento. "Políticas públicas deveriam ser feitas com base em informações técnicas e debates nos diferentes setores. A cesariana é uma cirurgia de grande porte, que, como qualquer outra cirurgia, acarreta riscos e precisa ter indicação clínica", afirma.

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