Exploração ilegal de garimpo provoca contaminação em indígenas Ianomâmi

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O pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), Paulo Basta, responsável pelo estudo com os povos indígenas Ianomâmi - presentes entre os estados de Amazonas e Roraima -, destacou que 56% da população analisada exibiu um índice de contaminação por mercúrio acima do limite estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que seria de 2 microgramas de mercúrio.

Uma criança de três anos teve seu cabelo analisado e apresentou 13,87 microgramas, ou seja, sete vezes mais que o limite da OMS e mais de duas vezes que o índice de tolerância biológica, que seria de 6 microgramas. A pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) pressupõe que a contaminação pode ter sido ocorrida pelo aumento dos garimpos ilegais na região. 
 
Foto: Gregg Newton / Reuters
 
"A região do Alto Rio Negro, onde fica a terra indígena ianomâmi, está altamente impactada pela presença de garimpeiros ilegais. Eles usam o mercúrio no processo de extração do ouro. Esse material vai parar na atmosfera ou na água dos rios e acaba contaminando os peixes que, depois, são fonte da alimentação dos índios", explicou Basta. 
 
O líder indígena Ianomâmi, Davi Kopenawa, lamentou afirmando que "é uma triste realidade. Garimpeiro, quando vem na nossa terra, não respeita nada".  
 
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