Óbito Materno, Infantil e Fetal: programa de formação lança publicação digital

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Em 28 de maio, comemora-se o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. Como não poderia ser diferente, a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) atua de forma vigorosa para o fortalecimento de políticas da área por meio do desenvolvimento de pesquisas e da formação de recursos humanos. Nesse contexto, a coordenação responsável pelo Programa de Formação em Vigilância do Óbito Materno, Infantil e Fetal e Atuação em Comitês de Mortalidade da ENSP acaba de lançar um material digital de divulgação do programa que apresenta toda a experiência adquirida com a realização de cinco cursos, que formaram cerca de 3 mil profissionais em 891 municípios brasileiros das cinco regiões do país; tudo isso por meio da educação à distância.

+Acesse aqui o material digital de divulgação.

O Programa - composto de três cursos de atualização e dois de aperfeiçoamento, ambos ofertados na modalidade de educação à distância – nasceu sob a perspectiva de ampliar a discussão do tema com toda a sociedade, bem como tecer uma grande rede de conhecimento de abrangência nacional para, assim, dar concretude a um projeto que se propôs a sensibilizar e qualificar os profissionais para a importância de proteger e preservar o direito à vida.

Segundo o Ministério da Saúde, a meta de reduzir a mortalidade materna para 30/100 mil nascidos vivos até 2030 faz parte dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável 2015/2030 e é um compromisso internacional assumido pelo Brasil.

A concepção e coordenação do programa ficaram a cargo do Grupo de Pesquisa da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente da ENSP, em parceria com o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) e a Escola Politécnica em Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), associados à Coordenação de Desenvolvimento Educacional e Educação a Distância (CDEAD/ENSP).

Os coordenadores do programa são a pesquisadora do Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos em Saúde da ENSP Sonia Duarte de Azevedo Bittencourt, a integrante do Laboratório de Doenças Febris Agudas, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) Mayumi Duarte Wakimoto, e o obstetra do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Marcos Dias.

Além de Sonia e Mayumi, que organizaram o material digital, a publicação contou com as integrantes da assessoria pedagógica da CDEAD/ENSP Cleide Leitão, Henriette Santos, Maristela Cardoso e Maria Angélica Costa, sob a supervisão editorial de Daniel Silva e Maria Leonor Leal.


“Essa conjunção de diferentes perspectivas e áreas de conhecimento proporcionou a união de esforços para um objetivo comum. A partir da coordenação constituída e fortalecida com a integração intra e interinstitucional, foi possível enfrentar o grande desafio de formar de 2.582 alunos em todo o país. A experiência de cinco anos em uma rica e detalhada publicação digital permite que cada profissional que participou do programa tenha a noção da sua contribuição no processo de formação, comentou Sonia Bittencourt, uma das organizadoras da publicação.

O material traz, também, uma contextualização da importância da sua realização com falas de especialistas da área e vídeos sobre o tema. Além disso, ele engloba dados da formação; a pertinência da escolha da modalidade de ensino à distância para o alcance desejado com os cursos; conta sobre os desafios enfrentados e as parcerias estabelecidas; detalha as avaliações e os frutos do processo formativo; entre outros.

Óbitos maternos infantis e fetais ainda precisam de atenção

Dados revelam que o Brasil avançou desde que se comprometeu com as Metas do Milênio da Organização das Nações Unidas, reduzindo a razão de morte materna em cerca de 50% no período de 1990 a 2015. No entanto, o desafio permanece, pois a meta pactuada, de 75%, não foi alcançada. 

“É importante ressaltar que os números de óbitos maternos, infantis e fetais geram ainda maior preocupação quando se constata que um porcentual expressivo dessas mortes ocorre por causas evitáveis. Como a possibilidade de controle sobre a ocorrência de tais óbitos concentra-se na capacidade de atuação do serviço de saúde, esses são definidos como eventos-sentinela da qualidade da atenção médica e do sistema de saúde. Tal cenário chama a atenção para problemas no sistema de saúde brasileiro, sobretudo na assistência ao parto e ao nascimento”, disse Mayumi Wakimoto.

Levantamentos do Ministério da Saúde revelam cobertura pré-natal maior que 90% e a realização de 98% de partos hospitalares. Esses dados, entretanto, não expressam possíveis lacunas na articulação entre os níveis de atenção que compõem a linha de cuidado à gestante e ao recém-nascido, na disponibilidade de tecnologia e na qualificação profissional.

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