Conselho Comunitário abordou a violência em Manguinhos

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Por Joyce Enzler
 
Representantes da sociedade civil e de órgãos e entidades, como o Conselho Tutelar, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA Manguinhos) e a Polícia Militar, se reuniram no salão Internacional da ENSP, no dia 8 de maio, para o encontro mensal do Conselho Comunitário das Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP 22), que agrega as áreas de Bonsucesso e adjacências.
 
O diretor da ENSP, Hermano Castro, comentou sobre o contexto político e econômico que está provocando um cenário social de muita vulnerabilidade e precarização, contribuindo para o aumento da violência. “Em cada ação, aumenta o número de hipertensos, diabéticos, infartados e adoecimento mental”, destacou Hermano em relação  ao impacto dos confrontos armados na saúde dos moradores e trabalhadores do território de Manguinhos.
 
Para Hermano, a sociedade precisa de políticas públicas que assegurem seus direitos fundamentais, como saúde, educação, habitação, emprego. “Precisamos de uma mudança de paradigma no combate à violência na cidade, no estado, no Brasil.”
 
 
A pesquisadora do Departamento de Estudos sobre Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/ENSP/Fiocruz), Patrícia Constantino, alertou que o impacto dessa violência na saúde não está direcionado a um único público; atinge a todos. É um impacto direto e indireto ao mesmo tempo. “Existem dados que apontam que a cada pessoa vitimada diretamente, sete outras pessoas são vitimadas indiretamente. Então, se fizermos essa projeção, temos uma população bastante atingida pela violência.” 
 
Segundo o representante do Conselho Comunitário de Manguinhos (CGI/Teias/ENSP/Fiocruz), André Lima, a violência não é apenas o confronto entre possíveis envolvidos no narcotráfico ou do varejo do tráfico com a polícia militar. “Temos a violência doméstica, violências que acontecem na escola e precisam ser analisadas de forma intersetorial.”
 
Já o presidente do Conselho Comunitário da AIS P22 ressaltou a importância do diálogo entre poder público e sociedade civil nas resoluções de conflitos, visto que geram impactos na vida cotidiana.
 

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