Acesso desigual aos serviços de saúde gera disparidades na expectativa de vida, diz OMS

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As mulheres vivem mais do que os homens no mundo, principalmente em países ricos. O relatório anual World Health Statistics 2019 - desagregado por sexo pela primeira vez - explica por quê. "Dividir os dados por idade, sexo e grupo de renda é vital para entender quem está sendo deixado para trás e por quê", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS). "Por trás de cada número nessas estatísticas mundiais de saúde está uma pessoa, uma família, uma comunidade ou uma nação. Nossa tarefa é usar esses dados para tomar decisões políticas baseadas em evidências, que nos aproximem de um mundo mais saudável, seguro e justo para todos", ascrescentou.

A diferença entre a expectativa de vida de homens e mulheres é menor nos locais onde as mulheres não têm acesso aos serviços de saúde. Em países de baixa renda, onde os serviços são mais escassos, 1 em 41 mulheres morre por causa materna, em comparação com 1 em 3.300 em países de alta renda. Em mais de 90% dos países de baixa renda, há menos de quatro enfermeiras(os) e parteiras(os) por mil pessoas.

As atitudes para a atenção à saúde diferem. Nos lugares onde homens e mulheres enfrentam a mesma doença, eles muitas vezes procuram menos cuidados de saúde do que elas. Em países com epidemia generalizada de HIV, por exemplo, os homens são menos propensos do que as mulheres a fazer o teste de HIV, menos propensos a ter acesso à terapia antirretroviral e mais propensos a morrer de doenças relacionadas à AIDS do que as mulheres. Da mesma forma, os pacientes com tuberculose do sexo masculino parecem ser menos propensos a procurar atendimento do que os pacientes com tuberculose do sexo feminino.

O relatório também destaca a diferença nas causas de morte entre homens e mulheres - algumas biológicas, algumas influenciadas por fatores ambientais e sociais e algumas afetadas pela disponibilidade e aceitação dos serviços de saúde. Das 40 principais causas de morte, 33 contribuem mais para reduzir a expectativa de vida em homens do que em mulheres. Em 2016, a probabilidade de uma pessoa de 30 anos morrer de uma doença não transmissível antes dos 70 anos de idade era 44% maior em homens do que em mulheres.

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