Marielle, presente! Hoje e sempre na história desses Brasis

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Por Joyce Enzler 
 
Neste 14 de março, completamos um ano sem a presença física de Marielle Franco. Entretanto, suas lutas, suas pautas terão continuidade nas mãos e mentes de “Marias, Mahins [...], Malês”, porque sempre foi e sempre será desse modo, apesar dos invasores, assassinos e vilões que tentam apagar à força a memória coletiva. 
 
Ainda que seja um país assombrado por muitos vampirões, fantasmas e outros monstrengos, esse também é um Brasil de heroínas e heróis que reescrevem suas narrativas de lutas coletivas contra a opressão através dos tempos. Essas e esses ficarão na memória popular; os outros só conseguirão permanecer se forem impostos nos livros didáticos.   
 
Apesar da mediocridade e boçalidade reinante, há histórias como a de Marielle Franco, que deixa aos que ficaram uma carga simbólica carregada de solidariedade, sororidade, *dororidade e compromisso ético com as minorias, os pobres e os favelados. Marielle, negra, favelada, bissexual, se armou com livros, cadernos e canetas e adentrou nos espaços que originalmente não são permitidos a ela e a quem é negro, pobre, favelado e periférico. Ela ousou lutar e vencer e foi executada para que a mensagem fique gravada na carne dos injustiçados: que fique tudo como está, com sua estrutura patriarcal, misógina, racista, capitalista, injusta e desigual.   
 
Em que pese tudo isso, milhares de Talírias, Danis, Mônicas e Renatas estão aí para mostrar que não se mata uma ideia, o bastão só muda de mãos, como se fosse uma corrida coletiva, ou a Velha Guarda que deixa o anel para o sambista mais novo no seu destino final. 
O 14 de março, instituído Dia Marielle Franco – Dia de Luta contra o genocídio da Mulher Negra, amanhecerá e florescerá, no país e no mundo, em memória de Marielle e Anderson, com várias atividades marcadas. 
 
A Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/Fiocruz), em parceria com a Escola Politécnica Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) compartilhará dessas homenagens com uma exposição temática sobre Violência contra a mulher e uma apresentação cultural dos Coletivos Negrxs, LGBTQ+ E Feminista de estudantes da EPSJV/Fiocruz, na Feira Agroecológica Josué de Castro, no pátio da ENSP. Veja a programação abaixo, ouça os podcasts sobre Marielle e suas pautas e se insira nesse legado feito de “sangue retinto pisado”, mas também de muito samba, religiosidade, alegria e arte.     

 
*conceito criado pela militante dos movimentos negro e feminista Vilma Piedade.
 

 

 

 

 

 

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