'Participação social é o alicerce para a saúde universal', afirma representante da Opas no Brasil

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A participação social para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) foi um dos temas de destaque da 313ª reunião ordinária do Conselho Nacional da Saúde (CNS), realizada na sexta-feira (1/2), em Brasília. Socorro Gross, representante da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS) no Brasil, discursou a membros da entidade que representam diversos setores da sociedade. Na ocasião, dividiu a mesa com o presidente Fernando Zasso Pigatto e os conselheiros Jurandi Frutuoso Silva e Elaine Pelaez, bem como com o coordenador de Sistemas e Serviços de Saúde da Opas/OMS no Brasil, Renato Tasca.

“A participação social é um grande motor para alcançarmos saúde para todas e todos e, justamente por isso, uma das grandes mensagens para o desenvolvimento sustentável é a necessidade do fortalecimento da participação coletiva”, afirmou Socorro Gross na presença de integrantes do Conselho, que existe desde 1937 e hoje conta com a participação de 48 membros. Segundo a representante, a experiência do Brasil nesta construção coletiva serve de exemplo para diversos países da região das Américas. “As decisões em saúde pautadas em deliberações de instâncias coletivas, sediadas em todo o território nacional, são um exemplo de organização que resulta de um processo histórico que tem sido sustentável ao longo do tempo”, acrescentou.

Como desafios da América Latina e Caribe, Socorro Gross ressaltou, entre outros pontos, a mortalidade materna e infantil, as doenças negligenciadas e enfermidades emergentes e reemergentes, que “em um mundo globalizado são e serão uma ameaça constante". “São muitos os desafios, mas hoje temos mais conhecimento, intervenções, desenvolvimento, tecnologias e uma verdadeira revolução digital que, se bem utilizada, nos oferece grandes oportunidades. O mais importante é que vemos uma mudança positiva no sentido de ter mecanismos sustentáveis de participação social, indispensáveis para que ninguém seja deixado para trás”, alegou.

Socorro pontuou que uma das prioridades compartilhadas entre a OPAS e o CNS é a de garantir que cada vez mais brasileiros e brasileiras tenham acesso à saúde de qualidade e de forma oportuna. “A chave dessa garantia é a expansão da cobertura e do fortalecimento da atenção primária em saúde. Uma atenção primária forte deve resolver a maior parte das necessidades das comunidades.”

A Opas/OMS será uma das participantes da comissão organizadora da 16ª Conferência Nacional de Saúde do Brasil, que deve ocorrer entre os dias 4 e 7 de agosto deste ano, em Brasília. O evento é o mais importante momento de participação social sobre o tema no Brasil. Nesta edição, os eixos temáticos são: saúde como direito; consolidação dos princípios SUS e seu financiamento.

A Opas trabalha com os países das Américas para melhorar a saúde e a qualidade de vida de suas populações. Fundada em 1902, é a organização internacional de saúde pública mais antiga do mundo. Atua como o escritório regional da OMS para as Américas e é a agência especializada em saúde do sistema interamericano.

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