Comitê de Ética da ENSP debate vivências em ética em pesquisa

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O Comitê de Ética em Pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Cep/ENSP/Fiocruz) realizou o evento Vivências em ética em pesquisa: interlocução entre pesquisadores e o CEP. O objetivo da atividade foi a aproximação entre os pesquisadores e o Comitê de Ética. O evento debateu sobre o conhecimento científico e a valorização da população indígena, além das responsabilidades na condução de pesquisas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Confira no Canal da ENSP, no Youtube, as apresentações.

+ Acesse a playlist Cep/ENSP: Vivências em ética em pesquisa!

O seminário foi dividido em dois grandes temas, na parte da manhã foi debatido o conhecimento científico e a valorização da população indígena. Para isso estiveram presentes os pesquisadores da ENSP, Paulo Basta e Ricardo Ventura, e professora da UFRJ, Marília Facó.
Basta falou sobre pesquisas com as populações indígenas dos povos ianomâmis e guarani kaos, que destacam ameaças a saúde, a vida e ao território. Segundo ele, o garimpo é uma das maiores fontes de contaminação, por isso, foi realizada pesquisa para avaliar o nível de exposição ambiental ao mercúrio. A pesquisa foi aprovada pelo Cep/ENSP, que analisou os aspectos éticos da pesquisa. Segundo o pesquisador, 93% da população estudada apresentou índices de mercúrio acima do permitido, e esse número foi maior, principalmente, em mulheres e crianças menores de 5 anos. A maior fonte de contaminação na região é através da alimentação, composta basicamente de peixe.

Confira, abaixo, a apresentação de Paulo Basta.


Em seguida o pesquisador Ricardo Ventura, que também é professor de antropologia do Museu Nacional, abordou Vivências em ética em pesquisa: Saúde dos povos indígenas em perspectiva histórico-antropológica. Ricardo citou a Rede de Pesquisa de povos indígenas e falou sobre o debate antes da Resolução nº 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. Assista no vídeo abaixo, a fala de Ricardo Ventura.


Finalizando a primeira parte do evento, a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Marília Facó. Especialista em linguística, a professor falou brevemente sobre o Departamento de Antropologia do Museu Nacional, do qual ela faz parte. Marília trouxe para a discussão a questão dos indígenas no centro da pós-graduação no Brasil. Segundo ela, dos seis cursos de pós-graduação voltando a antropologia social, apenas dois admitem indígenas. No Museu Nacional, no Mestrado Profissional em linguística e línguas indígenas, 70% dos alunos são indígenas. A professora expôs, ainda, a questão do crescimento do número de indígenas na pós-graduação.

Confira, no vídeo abaixo, a fala de Marília Facó na íntegra.


Durante a tarde foi realizada a palestra A resolução do Conselho Nacional de Saúde 580/18 e seu impacto nas instituições do SUS, que contou com a participação da coordenadora do Comitê de Ética em Pesquisa da Secretária Municipal de Saúde de Porto Alegre, Maria Mercedes Bendati. Após a palestra da coordenadora do Cep/SMS Porto Alegre os debatedores Salésia Felipe de oliveira (CepSMS – RJ); Claudio Gustavo Stefanoff (Cep/Inca); Ana Maria Magalhães (Cep/IFF); e Jennifer Braathen (Cep/ENSP) também participaram da discussão. Assista, abaixo, as apresentações na íntegra. 

 

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