Pesquisadores da ENSP participam da 4º Assembleia Global de Saúde dos Povos

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Os pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), Lígia Giovanella e Ary Miranda, participaram da 4º Assembleia Global de Saúde dos Povos (PHA 4), realizada em Bangladesh, de 15 a 19 de novembro de 2018. O encontro, que contou com mais de 1.400 ativistas, representando 73 países, fortaleceu a necessidade de desenvolver estratégias conjuntas globais para combater as ameaças ao direito humano universal à saúde e as abordagens neoliberais da saúde. Confira, abaixo, o relato feito pelos pesquisadores que participaram da Assembleia. 

O Movimento pela Saúde dos Povos (People Health Movement) marca o aniversário da histórica Declaração de Alma Ata com a 4ª Assembleia Global de Saúde do Povos

No contexto da escalada de ameaças à saúde em todo o mundo, o Movimento pela Saúde dos Povos (People Health Movement) realizou, de 15 a 19 de Novembro de 2018, em Savar, Bangladesh, a sua 4º Assembleia Global de Saúde dos Povos (PHA 4), com a presença de mais de 1.400 ativistas, representando 73 países.  Da América Latina participaram 35 ativistas de diversos movimentos sociais que integram a nossa PHM regional. A delegação brasileira foi composta por cinco ativistas do círculo MSP Brasil, conjuntamente com companheiros do MST, Rede de Médicos e Médicas Populares, CEBES, ABIA e INESC. O espírito vibrante de confraternização e intercâmbios de experiências entre ativistas de todo o mundo presentes nesta assembleia imprimiu energia e fortaleceu a necessidade de desenvolver estratégias conjuntas globais para combater as ameaças ao direito humano universal à saúde e as abordagens neoliberais da saúde.

O People Health Movement (PHM) é uma rede global que reúne ativistas de saúde, pesquisadores, formuladores de políticas, organizações da sociedade civil e instituições acadêmicas de todo o mundo.  Atualmente está presente em mais de 80 países, e defende a Atenção Primária à Saúde e o enfrentamento dos Determinantes Sociais, Ambientais e Econômicos da Saúde. O PHM foi fundado no ano 2000, mediante a união de movimentos populares do mundo inteiro, preocupados com o distanciamento da meta “Saúde para todos no ano 2000”, firmada na Conferência de Alma Ata em 1978.  Após 40 anos desta Declaração, que ainda inspira gerações de ativistas e impulsiona políticas voltadas para a Atenção Primária à Saúde, o PHM segue afirmando: “SAÚDE PARA TODOS E TODAS AGORA!”.

O círculo brasileiro do Movimento pela Saúde dos Povos do Brasil (MSP Brasil) participou da 4ª Assembleia, levando pautas pertinentes ao contexto nacional marcado por grandes adversidades e desafios impostos pelos retrocessos e ameaças ao SUS e à vida dos povos, principalmente aqueles mais marginalizados. Com o apoio do PHM, o MSP Brasil se apresenta como rede nacional para lutar pela saúde para todos, sendo resistência sempre que a saúde e a vida dos povos estiver em risco.   Importante dizer que foi em Bangladesh que  o PHM realizou sua primeira Assembleia no ano 2000 e que ativistas do Brasil estiveram presentes em todas suas edições. Nesta 4º Assembleia seguimos afirmando: A NOSSA LUTA É TODO DIA, PORQUE SAÚDE É UM DIREITO, NÃO É MERCADORIA.

A PHA 4 se concentrou em quatro eixos temáticos: a) O cenário político e econômico do desenvolvimento e da saúde;  b)Ambientes sociais e físicos que destroem ou promovem a saúde;  c)Fortalecimento dos sistemas de saúde para torná-los justos, responsáveis, abrangentes, integrados e em rede; d) Organização e mobilização para a “Saúde para Todos”. Acesse o programa completo aqui

Na PHA 4, as plenárias e subplenárias pautaram temas da agenda global, tais como: gênero e saúde, defesa do sistema público contra as privatizações, soberania alimentar, mudanças climáticas e degradação do ambiente, impacto social do neoliberalismo, refugiados e imigrantes, acesso e propriedade intelectual dos medicamentos, entre outros.

A cebiana Ligia Giovanella que participou da Assembleia a convite da Alames, uma das redes que integra o PHM, realizou apresentação na subplenária "Positive experiences of public systems'. Juntamente com Boris Flores de El Salvador e de Manuj C Weerasinghe de Colombo, Sri Lanka, apresentou a experiência do Sistema Único de Saúde brasileiro em seus avanços e desafios para a garantia do direito à saúde, enfocando "La conformación de un sistema público universal de salud de financiación fiscal en país de ingreso medio y 200 millones de habitantes".
 
Leia aqui a Carta pela Saúde dos Povos.

Conheça o Movimento pela Saúde dos Povos e Saiba como participar.  

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