Curso EAD/ENSP realiza vivência com tecnologia de realidade virtual em 12 regiões do Brasil

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O curso, a distância, de especialização em Tecnologias Educacionais para a Prática Docente no Ensino da Saúde na Escola, coordenado pelas professoras Elomar Barilli e Rosely Magalhães, fruto da parceria entre o Sistema Universidade Aberta do Brasil (CAPES/MEC) e a ENSP/Fiocruz, propõe a saúde como tema transversal na Educação Básica e articulador dos conhecimentos trabalhados na prática docente.

A orientação teórico-pedagógica do curso, fortemente contextual, busca inspiração no método de alfabetização de adultos de Paulo Freire, no qual o processo educativo parte da investigação de significados contidos na leitura do mundo, os quais ao serem tematizados, ganham sentido sócio-político por meio da tomada de consciência e finalmente ao serem problematizados, desafiam o sujeito à análise crítica de sua realidade com vistas à superação autônoma das formas de opressão.

Considerando a concepção construtivista da aprendizagem, espera-se que o aluno egresso do curso, desenvolva ações educativas na escola, problematizando questões sociais de saúde com apoio da tecnologia. Para tal, o curso oferece referenciais para o aprofundamento teórico nestas temáticas, tendo a saúde, prática docente e tecnologia como eixos teóricos principais.

Quanto à saúde, temas como a saúde e a complexidade da vida, o território e a produção da saúde, pobreza e desigualdade e os modelos de atenção trazem uma abordagem que incorpora a dimensão social da produção da saúde, ampliando olhar do professor para além da disciplina de biologia e química, fazendo-o perceber que questões como obesidade infantil, bullying, gravidez na adolescência, violência, violência contra a mulher, racismo, homofobia, favelização e iniquidades sociais são problemas de saúde que devem ser problematizadas também nas disciplinas de geografia, matemática, educação física, português etc., cada qual com sua abordagem e instrumentos.

No que concerne à tecnologia, o curso procura clarificar a sua não neutralidade para que sua relação com a educação seja crítica e não dogmática e que, portanto, o seu emprego esteja condicionado à realidade escolar.  A partir daí, oferecer oportunidades de vivenciar ações pedagógicas com uso da tecnologia não só instrumentalizará o professor, mas acreditamos colaborará para a transformação de sua prática docente.

Em seu 2º encontro presencial, o curso promoveu vivências com tecnologias de forma que os alunos(que são agentes de ensino) pudessem, a partir delas, pensar formas de utilização em seus contextos escolares. Foram utilizados jogos e poesias em QR-Code, aplicativos digitais, Realidade Aumentada e Realidade Virtual.

Para esta última, o curso distribuiu óculos de visualização 360º, tipo cardboard (papelão) e ensinou os alunos a construírem óculos similar. A ideia foi mostrar que uma tecnologia arrojada pode entrar na escola para motivar a aprendizagem e que o professor pode considerar o celular do educando como aliado em sua didática.

Implementado desde o início deste ano, o curso tem finalização prevista para o início de 2019, época na qual os estudantes apresentarão os trabalhos de conclusão de curso no formato de projetos de intervenção pedagógica (PIPed). Os polos de apoio presencial da UAB alcançados pelo curso são: Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Araguatins, Palmas, Limoeiro do Norte, Montes Claros, Uberaba, Piúma, Franca, Itapetininga, Apucarana e Novo Hamburgo.

Clique aqui e veja mais fotos de encontro. 

 

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