Programa da ENSP celebra uma década de atuação

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O Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Pública da ENSP completa 10 anos de atuação em 2018. Para marcar a data, realizará, na tarde de quarta-feira, 31/10, uma celebração. O encontro acontece no âmbito do II Seminário de Ensino da Escola, a partir da 13h, no auditório internacional. Para a coordenadora do PPGEPI, Letícia Cardoso, apesar do cenário adverso do país, é preciso celebrar o que foi conquistado nesta década e mostrar o que a ENSP tem potencial de realizar. O encontro é aberto a todos os interessados. 
 
 
 
 
Remanescente do Pograma de Pós-Graduação em Saúde Pública, o PPGEPI foi criado no contexto de reestruturação da pós-graduação na ENSP e a partir de uma necessidade, identificada pelos docentes, de desenvolver um programa que não abarcasse somente a epidemiologia dura, metodológica, mas que fosse capaz de conversar com as ciências sociais, com aspectos computacionais e a matemática pensando numa abordagem multidisciplinar do ensino. Porém, ao mesmo tempo, sem se desvincular do seu potencial impacto para a saúde pública e para a formulação de políticas. “A partir de então, desenvolveu-se um programa de caráter multidisciplinar e que também se alimenta de outras ciências e áreas do conhecimento para formular as suas questões de pesquisas, e que responde de maneira efetiva questões de saúde pública e de políticas públicas”, descreveu a coordenadora. 
 
O Programa já nasceu com boa avaliação da Capes e começou com 30 docentes. Hoje, conta com 48, sendo 32 permanentes. É composto de pesquisadores da ENSP, assim como de outras unidades da Fiocruz, e por importantes grupos e linhas de pesquisa para o país, como a saúde da mulher e da criança, as doenças crônicas e o envelhecimento, doenças infecciosas, populações vulneráveis, como indígenas, quilombolas e imigrantes, avaliação de tecnologias e políticas públicas, entre outros. 
 
Conforme comentou Letícia, trata-se de um programa multidisciplinar, que usa variados métodos, seja na parte do desenho epidemiológico, nas suas teorias ou ainda na sua complexidade de análise de dados. “Além disso, já realizou duas exitosas turmas de mestrado internacional, com 32 mestres formados pela parceria com a Administración Nacional de Laboratorios e Institutos de Salud da Argentina (Anlis). E essa experiência, inclusive, auxiliou a formação de outros cursos da ENSP. Atualmente, fazemos parte de outras iniciativas de integração com programas, como o doutorado oferecido na Fiocruz Piauí e na Fiocruz do Mato Grosso do Sul. Além de ampliarmos nossa perspectiva de formação, com isso diversificamos também o público que nos procura”, constatou Letícia.
 
Ao longo desses 10 anos de atuação, o PPGEPI conquistou menções honrosas no Prémio Capes de Teses. “Temos feito um esforço contínuo de aprimoramento e atualização de conteúdo sempre alinhados com o que é relevante para o país como também com o que está sendo ensinado em nível internacional, para que nossos alunos sejam sempre capazes de estreitar esses diálogos e atuarem internacionalmente”. 
 
A partir de uma pesquisa de egressos realizada pela ENSP em 2016, verificou-se alta taxa de inserção no mercado de trabalho por parte dos egressos dos programas de pós-graduação da Escola. Segundo a corodenação do Programa, cerca de 80% se inserem no mercado após a formação e/ou melhoram seus cargos quando já tem emprego. “É um alto índice de qualificação e potencial para inserção no mercado de trabalho e isso é bastante relevante para nós”.
 
A Letícia Cardoso concluiu afirmando que este encontro acontece como uma forma de marcar o que foi possível se fazer nessa década, mesmo com os altos corte de recursos sofridos de 2015 para cá. Portanto, disse ela, “apesar deste cenário tão adversos e hostil para a saúde pública e a ciência e a tecnologia do país, temos que celebrar tudo que foi conquistado e mostrar o que temos potencial para fazer quando se tem investimento”, defendeu.    

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