Pela valorização da ciência, do ensino e do patrimônio histórico brasileiro

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No domingo, 2 de setembro, o mundo inteiro se deparou com uma tragédia que evidenciou o descaso e a negligência direcionados à educação, à cultura, ao patrimônio científico e histórico brasileiro. Além da destruição do acervo composto de mais de 20 milhões de itens e de projetos de pesquisa e bens intangíveis da trajetória de pesquisadores, professores, técnicos, alunos, estagiários e colaboradores, o incêndio no Museu Nacional desencadeou uma onda de desinformação e falsas notícias, geradas sem qualquer apuração ou conhecimento, a respeito do planejamento e execução do orçamento público. 
 
A falta de informação e a irresponsabilidade na divulgação de notícias sobre as finanças da Universidade Federal do Rio de Janeiro produziram (e ainda produzem) intensos ataques às instituições públicas e aos servidores federais. A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca da Fiocruz não somente se dispôs integralmente de forma solidária à UFRJ e a todos seus servidores, como também alerta, mais uma vez, para as consequências que os cortes na ciência, o desmonte do setor público, o retrocesso dos direitos humanos e dos trabalhadores e criminalização dos movimentos sociais podem trazer para a sociedade. 
 
A respeito do modelo de distribuição do orçamento nas instituições públicas – cuja compreensão parece ser desconhecida de muitos – vale lembrar ser despesa obrigatória do Governo Federal com seus servidores o orçamento de pessoal, e tais recursos não se destinam a qualquer tipo de manutenção ou pagamento de contas ou obras. Importante ressaltar o fato de que o orçamento de custeio das instituições públicas não cresceu o suficiente para atender à crescente demanda. Para exemplificar, o orçamento de 450 milhões, em 2016, na instituição parceira, tem estimativa de chegar a 364 milhões em 2019, segundo o pró-reitor de finanças da UFRJ.
 
Portanto, o investimento em instituições públicas, estatais e estratégicas se fazem necessários, bem como a valorização da ciência, ensino e patrimônio histórico brasileiro. A ENSP, por meio do seu conjunto de pesquisadores, trabalhadores, alunos e colaboradores, se coloca à disposição para reerguer o museu. Não estamos de luto, e sim na luta!

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