Pesquisador da ENSP lança publicação sobre patologização e medicalização da vida

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Com o objetivo de alertar que a patologização e medicalização da vida trata-se de uma invasão em nosso cotidiano, inescapável, o pesquisador da ENSP e coordenador do Laboratório de Atenção Psicossocial da ENSP, Paulo Amarante, organizou – em parceria com Ana Maria Fernandes Pitta e Walter Ferreira de Oliveira - o livro Patologização e medicalização da vida: epistemologia e política. A publicação, que reúne 11 artigos de diferentes especialistas da área, foi lançada durante o 12º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva
 
Segundo os organizadores, a saída lucrativa da química salvadora que dociliza os corpos e mentes mediante o uso orquestrado dos fármacos se faz presente. A indústria farmacêutica e seus postos de distribuição são os que mais crescem nessa nova onda neoliberal do capital, que tanto sofrimento constrói diante de um Estado intolerante ou omisso.
 
Prefácio:
 
Despatologizando a vida... a Liberdade é terapêutica... a Democracia também! (Paulo Amarante, Ana Maria Fernandes Pitta & Walter Ferreira Oliveira)
 
Capítulos:
 
1. Medicalização da vida: reflexões sobre sua produção cultural (Walter Ferreira de Oliveira)
 
2. Uma biopolítica da indiferença: a propósito da denominada revolução psicofarmacológica (Sandra Caponi )
 
3. Regulação biotecnológica do sofrimento e evicção do sujeito: efeitos sobre a condição humana (Mariama Furtado)
 
4. A medicalização social e suas repercussões nos serviços de saúde mental (Maria Salete Bessa Jorge e Indara Cavalcante Bezerra)
 
5. Entre o serviço e o terreiro: ensejos, manejos e mediações do uso de psicofármacos (Clarice Moreira Portugal, Mônica de Oliveira Nunes de Torrenté e Maurice de Torrenté)
 
6. O feminino aprisionado, patologizado e medicalizado: impactos na saúde mental das mulheres (Anna Luiza Castro Gomes e Alynne Mendonça Saraiva Nagashima)
 
7. Heranças renitentes do modelo biomédico na educação especial: o que se pe(r)de no encontro entre profissionais da educação e da saúde? (Carla Biancha Angelucci e Isabel de Barros Rodrigues)
 
8. Da medicalização à multideterminação da queixa escolar: o caso do TDAH (Sabrina Gasparetti Braga Pani)
 
9. Por outras relações na escola pela lógica da desmedicalização: cartografia de medicação escolar com crianças ditas autistas (Maria Goretti Andrade Rodrigues e Paulo Amarante)
 
10. Patologização da vida de crianças e adolescentes em tempos sombrios (Maria Aparecida Affonso Moysés e Cecília Azevedo Lima Collares)
 
11. Mad in Brasil: um novo espaço para reflexões e debates sobre medicalização e desmedicalização (Paulo Amarante, Fernando Freitas e Camila M. Gomes)
 
Sobre os organizadores:
 
Paulo Amarante: MD, PhD, médico, especialista em psiquiatria, doutor em Saúde Pública. Vice-Presidente da Abrasco, presidente de honra da Abrasme. Pesquisador e professor titular do Laps/ENSP/Fiocruz.
 
Ana Maria Fernandes Pitta: Médica psiquiatra. Professora da UCSAL e UniCEUMA. Presidente do capítulo brasileiro da WAPR. Vice-Presidente da Abrasme.
 
Walter Ferreira de Oliveira: Ph.D., MPH, médico. Professor do Departamento de Saúde Pública, do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Presidente da Abrasme.

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