Projeto Memórias incorpora acervo das ciências sociais no campo da saúde

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O Departamento de Ciência Sociais, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, incorporou-se ao Projeto Memórias ENSP. O intuito é organizar o acervo documental dos pesquisadores e criar uma cultura de preservação da memória e reflexão sobre os movimentos intelectuais das ciências sociais no campo da Saúde Coletiva. O DCS/ENSP junta-se a iniciativas em andamento, como o Programa Peses/Peppe, o Laboratório de Paleoparasitologia e o Radis, com um projeto piloto de organização e documentação dos acervos das pesquisadoras Celia Leitão Ramos, Jeni Vaitsman e Regina Cele Bodstein.
 
O Projeto “Memórias e Práticas do Departamento de Ciências Sociais”, foi criado com o objetivo de preservar, sistematizar e divulgar a produção intelectual dos pesquisadores, baseados na análise das informações contidas nos documentos produzidos ao longo de suas trajetórias acadêmicas. A intenção é recuperar diferentes fontes de informação sobre a história do DCS e sua relação com a construção do campo da saúde coletiva, oportunizando acesso a alunos e pesquisadores.
 
A inciativa convergiu com a parceria interinstitucional entre Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca e a Casa de Oswaldo Cruz para adaptação da Base Arch às necessidades da ENSP e sua disseminação na instituição. “O projeto piloto, desenvolvido de fevereiro a dezembro de 2017, criou uma metodologia para sistematizar e documentar a produção de pesquisadores do DCS. Para este ano a ideia é dar continuidade na análise dos acervos já organizados, produzir a linha do tempo do DCS e estabelecer rotinas para organização de outros acervos, de acordo com o interesse dos pesquisadores”, afirmou uma das coordenadoras do Projeto Memórias e Práticas do DCS, Lenira Zancan. A equipe do projeto no Departamento conta ainda com a coordenação de Maria Inês Martins e participação dos pesquisadores Rosana Magalhães, Willer Marcondes e Delaine Costa.


A metodologia gerou um arranjo na Base com os materiais organizados em ensino, pesquisa, gestão e cooperação. De acordo com Lenira, os três acervos já permitem analisar grandes iniciativas de pesquisa e ensino, a exemplo do projeto FINEP que apoiou a constituição de diversos grupos e linhas de pesquisa, principais teses defendidas e disciplinas na avaliação de políticas sociais e de saúde, de teoria social e metodologia de pesquisa, além de projetos de cooperação internacional nos temas da Acreditação Pedagógica, Promoção da Saúde e Análise de Políticas.
 
Atualmente, o desafio, segundo Patrícia Santos, da Vice-direção de Desenvolvimento Institucional e Gestão e da Vice de Ensino, consiste no fomento de um grupo de trabalho de Gestão de Documentos para pensar na avaliação dos acervos e na aplicação da metodologia para torna-la transversal aos departamentos, centros e núcleos da ENSP. “A interação dos departamentos na preservação dos acervos é fundamental. Além disso, juntos podemos pensar em diferentes formas de atuação do “Memórias” que respondam não só pela manutenção dos acervos, mas pela produção de conhecimento e divulgação das ações. Esse é um projeto de muitos desdobramentos. Temos que manter aberta a possibilidade de os departamentos participarem para institucionalizarmos essa prática”. 

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