Debate oferece perspectiva crítica à intervenção militar no Rio

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O tema era urgente: discutir a intervenção militar no Rio de Janeiro sob uma perscpectiva ampla, buscando as contribuições possíveis entre a área da saúde, os movimentos sociais e entidades da sociedade civíl. Mas no cenário atual, de degradação vertiginosa da vida em sociedade, uma urgência pode se tornar uma emergência. Quando agendou o debate "Intervenção pra quem?", o conselho deliberativo da ENSP não imaginaria que a poucos dias do evento, Marielle Franco, uma vereadora e líder que vinha se notabilizando na luta contra as injustiças e o genocídeo da juventude negra no Brasil, seria brutalmente assassinada junto com seu motorista Anderson Gomes. Foi sob clima de consternação e tristeza que, no dia 26 de março, funcionários e professores da Fiocruz, representantes da OAB e moradores de Manguinhos buscaram, no diálogo, alternativas para a atual crise que a cada dia vem fazendo mais vítimas, como o caso dos jovem Matheus Melo, do Jacarezinho, que segundo a família, foi assassinado pela polícia, ou do menino Banjamin, do Complexo do Alemão, vítima de bala perdida. (No final do evento, foram feitas algumas propostas conjuntas de ação que seguem listadas depois dos vídeos).

 

Entre os debatedores, estiveram presentes Hermano Castro, diretor da ENSP, Valcler Rangel, chefe de gabinete da presidência da Fiocruz, Carlos Maurício Barreto, vice-diretor de Ensino e Informação da Escola Politécnica em Saúde Joaquim Venâncio, Leonardo Bueno, da Cooperação Social da Fiocruz, André Barros, advogado da Comissão de Direitos Humanos da OAB e Patrícia Evangelista, moradora de Manguinhos. 

 

Veja nos vídeos abaixo as falas dos debatedores:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Propostas:

1) Rodas de Conversa para ouvirmos Agentes Comunitários de Saúde sobre Intervenção Federal Militar no Rio de Janeiro;

2) Ciclo de Debates da Ensp, Epsjv, CSGSF/Ensp/Fiocruz e presidência com moradores de Manguinhos, Jacarezinho e Maré sobre “Política de Drogas e Saúde”;

3) Apoiar a realização de notificações de violências cometidas durante período de Intervenção nos serviços de saúde locais;

4  Pautar nos cursos da Fiocruz questões sobre “Racismo, Direitos Humanos e Militarização”;

5) Debater propostas do presente encontro no Programa Institucional de Violência e Saúde da Fiocruz(coordenado pelo Claves/Ensp), no Programa “Álcool, Crack e outras Drogas”(coordenado pela presidência) e com Cooperação Social da presidência da Fiocruz;

6) Campanha contra o Racismo dentro da Fiocruz e externo com a sociedade civil;

7) Ciclo de Debates da Fiocruz e moradores sobre “Violência e Capitalismo” aos sábados na instituição;

8) Apresentar propostas e participar de “Encontro Territorial sobre Política de Drogas, Violência e Saúde”, organizado por movimentos sociais e Fiocruz, a ser realizado no Centro de Artes da Maré, em Maio/2018.

9) Dialogar com propostas construídas por Grupo de Trabalho Contra o Genocídio da População Negra e Periférica, composto por movimentos sociais de favela, organizações da sociedade civil, DPU, MPRJ, Comissão de Dh da ALERJ e Fiocruz.

10) Organizar participação da Fiocruz com UFRJ em Espaço de Supervisão Democrática dos Direitos Humanos, construído com movimentos sociais e instituições durante período de Intervenção Federal Militar no Rio de Janeiro; 

11) Participação da Fiocruz e da Asfoc em Audiência Pública “Segurança Pública no Brasil, com foco na Saúde Pública”, a ser realizado em Brasília, dia 09/04.                       

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