Busca do site
menu

#Pelavidadasmulheres: 'Radis' de outubro expõe as marcas da violência contra a mulher

ícone facebook
Publicado em:04/10/2017
#Pelavidadasmulheres: 'Radis' de outubro expõe as marcas da violência contra a mulherA 2ª Conferência Nacional de Saúde das Mulheres, realizada em agosto de 2017, reuniu cerca de 1.800 participantes e discutiu temas como a legalização do aborto, o desmonte da saúde pública, as diferentes formas de opressão, assédio e violência contra as mulheres e o feminicídio - crime que custa a vida de uma mulher a cada duas horas no país. O evento, tema da reportagem de capa da Revista Radis 181 (outubro 2017), também recebeu destaque no editorial da publicação. "Há desigualdade entre homens e mulheres. Mas há, ainda, mais discriminação e invisibilidade caso elas sejam pobres, negras, indígenas, lésbicas, trans ou de baixa escolaridade, por exemplo", afirma o texto. A Radis n.181 apresenta reportagens sobre o projeto "Refugiados de Belo Monte", o documentário "Eu + 1: uma jornada de saúde mental na Amazônia", a ameaça de extinção da Renca e os destaques da semana comemorativa de aniversário de 63 anos da ENSP. Acesse a publicação.
 
Na matéria de capa, intitulada #Nemumaamenos, as repórteres Elisa Batalha e Liseane Morosini, retrataram a emoção presente na realização da conferencia 31 anos após sua primeira edição, em 1986. Durante o evento, mulheres defenderam propostas importantes em relação à saúde sexual reprodutiva e debateram o racismo institucional e a LGBTfobia. “No Brasil, o feminicídio tem raça, cor, identidade de gênero e orientação sexual. A violência chega aos serviços de saúde, e este é um desafio que precisamos enfrentar.”
 
Na reportagem sobre o 53º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, os participantes concluíram que o enfrentamento das doenças negligenciadas exige a compreensão do ambiente e inclusão dos indivíduos, bem como alertaram para o risco do aumento da vulnerabilidade social, com a perda de direitos e da proteção social e o desmonte da ciência nacional e da educação e saúde públicas.
 
63 anos ENSP
 
A Radis de outubro também celebrou os 63 anos da ENSP de luta pela universalização da saúde pública no Brasil. A Escola recebeu Guilherme Boulos, coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), e Leonardo Boff, teólogo e escritor, conhecido pela defesa dos direitos dos pobres e excluídos, para uma reflexão sobre o cenário nacional trinta anos depois da Constituinte. A revista também citou a criação do Conselho Consultivo da ENSP e a homenagem ao professor Paulo Sabroza.

Seções Relacionadas:
Divulgação Científica Radis

Nenhum comentário para: #Pelavidadasmulheres: 'Radis' de outubro expõe as marcas da violência contra a mulher