ENSP comemora 63 anos debatendo democracia e saúde

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A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) vai comemorar, entre os dias 4, 5 e 6 de setembro, seus 63 anos de luta pela universalização da saúde pública no país. Sob o tema, Democracia e Saúde. Saúde é Democracia, a Escola pretende debater como estamos 30 anos depois da Constituinte. Com uma programação diversificada, que inclui conferências, mesas redondas e atividades culturais, a semana de aniversário ENSP é aberta a todos os interessados e não necessita de inscrição prévia. No dia 4 de setembro, abrindo a comemoração, o membro da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, fará a conferência de abertura, às 9 horas. No mesmo dia, às 14 horas, a Escola receberá o teólogo, expoente da teologia da libertação, escritor e professor, Leonardo Boff, que falará sobre A crise brasileira como desafio e perspectivas de futuro.

Na terça-feira, 5 de setembro, a programação terá início às 9 horas com a inauguração do Laboratório do Sono, seguida da palestra Sono na sociedade moderna, que contará com a participação do diretor do Laboratório do Sono do Instituto do Coração (Incor), Geraldo Lorenzi Filho. A partir das 10 horas haverá exibição do filme Citizenfour, seguido de debate com o vereador David Miranda (Psol/RJ). Já na parte da tarde, duas atividades ocorrerão simultaneamente, às 14 horas. Durante todo o dia ocorrerá ainda ação do projeto Livro em Movimento, no hall da biblioteca. Às 12 horas terá exibição da Velha Guarda da Imperatriz Leopoldinense, no pátio da ENSP.

No auditório térreo haverá a mesa redonda Reforma Trabalhista e seus impactos na proteção social, saúde organização dos trabalhadores, sob a coordenação do professor da ENSP, Eduardo Stotz. A mesa contará com a participação da pesquisadora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicap, Andréia Galvão; do pesquisador da Fundacentro Paraná, José Marçal Jackon Filho; da socióloga, Mara Takahashi; e do pesquisador do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP), Augusto Pina.

No salão internacional ocorrerá a sessão do Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcelos da ENSP Experiências em Assistência Farmacêutica no Brasil e na América do Sul. O Ceensp será moderado pelo pesquisador do NAF/ENSP, Jorge Bermudez, e contará com as exposições do presidente do Conselho Nacional de Saúde, Ronald Ferreira dos Santos, e da diretora do Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde (Isags), Carina Vance. Na ocasião será lançado número temático da Revista Ciência & Saúde Coletiva sobre Assistência Farmacêutica. O evento é uma parceria entre a ENSP e o Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz.

Encerrando as comemorações, na quarta-feira, 6 de setembro, será realizada uma homenagem ao pesquisador titular do Departamento de Endemias Samuel Pessoa (Densp/ENSP), Paulo Sabroza, às 9 horas, no salão internacional. Além da tradicional cerimônia de formatura dos alunos de pós-graduação da ENSP, que será dividida em dois períodos: manhã, a partir das 9 horas; e tarde, a partir das 14 horas, ambas no auditório térreo.
 


Sobre a identidade visual do aniversário da ENSP

A identidade visual do aniversário da ENSP foi construída pelas designers da Coordenação de Comunicação Institucional da ENSP, Ana Cláudia Sodré e Tatiana Lassance. Segundo elas, a atual situação política, econômica e social em que o Brasil se encontra, com a ameaça de perda de direitos conquistados na 8° Conferência Nacional de Saúde e incluídos na Constituição Federal de 1988, como exemplo, o regime democrático em sua plenitude; saúde para todos; saúde como direito de cidadania e dever do Estado; criação do SUS; consolidação no plano legal e institucional do campo da Saúde do Trabalhador; entre outros, serviram como mote para a criação da identidade visual.

“Espera-se sempre que, com o tempo, as coisas melhorem e haja progresso, desenvolvimento, melhorias, avanços. Mas parece que, quase 30 anos após a Constituinte, com o atual Governo, está havendo um desmonte, um desmoronamento dos direitos já conquistados. O retrocesso do governo não pode passar por cima de direitos e da legalidade. A Constituição Federal e as leis trabalhistas precisam ser respeitadas”, afirmaram.

Neste sentido, de acordo com Ana Cláudia e Tatiana, a ideia de passagem do tempo e de desmonte, desmoronamento, de regressão, foi passada através da imagem da ampulheta. O formato da ampulheta contempla a figura de parte do Congresso Nacional. O formato côncavo e convexo de parte do complexo do Congresso Nacional juntos, formam uma ampulheta.

“O direito à democracia, cidadania, saúde, educação, trabalho, ciência, habitação, sociedade sustentável, entre outros, foram representados com palavras na parte de cima da ampulheta; que ao passarem para a parte debaixo, se amontoam e dão a impressão de desmoronamento, ou seja, dão a impressão de que tudo que já havia sido conquistado antes, está sendo perdido atualmente, com a aprovação das Propostas de Emenda Constitucional  (PECs) e de leis que passam por cima dos direitos legalmente já conquistados”, explicaram elas. 

 

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