Ferramenta digital possibilita interação das ações de Saúde do Trabalhador no Brasil

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O Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP) está fazendo uso de uma ferramenta digital que busca promover a comunicação e a interação entre os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador no Brasil. Por meio da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), a Rede Universitária de Telemedicina (RUTE) - que possui 124 unidades em todo o país e cerca de 60 Grupos de Interesse Especial (SIGs) - oferece serviços de webconferências para seus SIGs. 

Segundo Renata o SIG visa estimular a pesquisa em telemedicina na área de ST, além de desenvolver ações de capacitação dos profissionais da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast) com a telessaúde; estimular a prática da segunda opinião na saúde do trabalhador; e criar uma política no diagnóstico à distância.

Na primeira webconferências de 2017, que teve como palestrante a Coordenadora Geral de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Karla Freire Baêta, foram 90 pontos de conexão. Segundo Renata Neto isso significa que muito mais de 90 pessoas participaram do debate, pois um ponto de conexão não necessariamente conta com apenas uma pessoa assistindo a webconferência. Para a Coordenadora Geral de ST do Ministério Karla Freire Baêta, essa ferramenta possibilita ampliar a disseminação de conhecimentos e práticas, viabilizar a troca de experiências entre vários atores da Renast e levar o público envolvido a reflexões sobre a conformação e funcionamento da Rede, bem como sobre a forma que a Politica Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, vem sendo implementada desde a sua publicação em 2012. 

Clique aqui e assista, no Canal da ENSP no Youtube, a exposição de Karla Freire Baêta. 

A próxima webconferência está marcada para o dia 25 de abril e terá como tema Protocolo de Saúde do Trabalhador para a Atenção Básica. A palestra será proferida por Márcia Lazarino, referência técnica em Saúde do Trabalhador de Betim – Minas Gerais.

Veja abaixo o calendário das atividades de 2017 para o SIG de Saúde do Trabalhador da RUTE:

30/5 - Acidentes graves e fatais em menores de 18 anos. Palestrante: Simone Alves dos Santos, coordenadora Estadual de Saúde do Trabalhador de São Paulo.

27/6 - Programa VigiaSUS do Paraná. Palestrante: José Lúcio dos Santos, diretor do Centro Estadual de Saúde do Trabalhador do Paraná.

29/8 - Rede Brasileira de Escolas de Saúde Pública – RedEscola. Palestrante: Rosa Souza, vice-diretora de Escola de Governo da ENSP/Fiocruz e coordenadora da Secretaria Executiva da RedEscola.

26/9 - Trabalhadores rurais. Palestrante: Adriana Skamvetsakis, médica do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador de Santa Cruz do Sul – Rio Grande do Sul.

24/10 - Saúde mental e trabalho. Palestrante: Carla Bottega, professora Adjunta de Saúde Coletiva na Universidade Estadual do Rio Grande do Sul.

28/11 - Programa de formação em Saúde do Trabalhador do Cesteh/ENSP. Palestrante: Gideon Borges, coordenador de Ensino do Cesteh/Fiocruz.

Sobre a Rede Universitária de Telemedicina

A Rede Universitária de Telemedicina é uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia, apoiada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pela Associação Brasileira de Hospitais Universitários (Abrahue) e coordenada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), que visa a apoiar o aprimoramento de projetos em telemedicina já existentes e incentivar o surgimento de futuros trabalhos interinstitucionais.

A iniciativa provê a infraestrutura de serviços de comunicação, assim como parte dos equipamentos de informática e comunicação para os grupos de pesquisa, promovendo integração e conectividade e disseminando atividades de P&D das instituições participantes. A utilização de serviços avançados de rede deverá promover o surgimento de novas aplicações e ferramentas que explorem mecanismos inovadores na educação em saúde, na colaboração a distância para pré-diagnóstico e na avaliação remota de dados de atendimento médico.

A Rute possibilita, em um primeiro momento, a utilização de aplicativos que demandam mais recursos de rede e o compartilhamento dos dados dos serviços de telemedicina dos hospitais universitários e instituições de ensino e pesquisa participantes da iniciativa. Em um segundo momento, a Rute leva os serviços desenvolvidos nos hospitais universitários do país a profissionais que se encontram em cidades distantes, por meio do compartilhamento de arquivos de prontuários, consultas, exames e segunda opinião.

Sua implantação traz impactos científicos, tecnológicos, econômicos e sociais para os serviços médicos já existentes, permitindo a adoção de medidas simples e de baixo custo, como a implantação de sistemas de análise de imagens médicas com diagnósticos remotos, que pode contribuir muito para diminuir a carência de especialistas, além de proporcionar treinamento e capacitação de profissionais da área médica sem deslocamento para os centros de referência.

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