Atividades encerram semana de combate à tuberculose

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Na semana de 20 a 24 de março de 2017, o Centro de Referência Professor Hélio Fraga (CRPHF/ENSP/Fiocruz) - instituição nacional de referência do SUS para a TB e outras pneumopatias - promove uma série de mobilizações a fim de marcar o Dia Mundial de Combate à Tuberculose. A programação reúne palestras, apresentações e exposições culturais e artísticas. As ações também preveem  a iluminação do Castelo da Fiocruz com a cor vermelha, de 20 a 27 de março, e da estátua do Cristo Redentor, no dia 24, para marcar o dia de combate.  Na sexta-feira, no auditório do CRPHF, haverá a divulgação do documento Unidos pelo fim da TB. Cada palavra conta: linguagem e uso sugeridos para comunicações em Tuberculose – Stop TB Partnership/Unops, e a palestra Saúde, linguagem e estigma, a ser proferida pelo pesquisador Caco Xavier. Confira a programação completa.

Evento no Hélio Fraga

No dia 24 de março, a partir das 9h, no auditório do Centro de Referência Professor Hélio Fraga, haverá a divulgação do documento Unidos pelo fim da TB. Cada palavra conta: linguagem e uso sugeridos para comunicações em Tuberculose – Stop TB Partnership/Unops, cuja tradução foi feita pelo pesquisador do CRPHF Pablo Dias Fortes. Já a palestra Saúde, linguagem e estigma, proferida pelo pesquisador da ENSP, Caco Xavier, que é filósofo e antropólogo, acontecerá às 10 horas. Em seguida, ocorrerá um debate com o público. Durante toda a manhã, Marcio Arte, grafiteiro, realizará, no muro do Centro de Referência, uma intervenção, que será inaugurada no mesmo dia. A ação tem apoio da Asfoc.

"Essa atividade objetiva promover o debate público em torno da importância do papel da linguagem e da comunicação em saúde no combate ao estigma sofrido pelas pessoas afetadas pela tuberculose", afirmou Pablo Fortes.

 
 
Ainda no dia 24 de março, o chefe do CRPHF, Otávio Porto, participará do debate público da Frente Parlamentar em Apoio ao Combate à Tuberculose, ocasião em que falará sobre o panorama global da doença. O convite foi feito pelo presidente da Frente, o vereador Alexandre Arraes, e acontecerá no plenário da Câmara Municipal de Vereadores do Rio de Janeiro. 
 
Na mesma data, a prefeitura municipal de Itaboraí realizará a ação Todos juntos pelo fim da tuberculose. Organizada pela Coordenação de Controle da TB, da Subsecretaria de Atenção Básica, da Secretaria Municipal de Saúde do município, a atividade inaugura, no município, a exposição itinerante do Museu da Vida (Fiocruz) Imagens da Peste Branca: Memória da tuberculose, que busca mostrar a seu visitante como a tuberculose vem sendo tratada e pesquisada desde o século XX até os dias de hoje. Além de cartazes, fotografias, documentos e objetos da história da tuberculose, a mostra traz o cenário de um consultório médico dos anos 1930/40, quando a doença ainda era tratada por meio de cirurgias. A exposição retrata, também, o lado romântico da tuberculose, mostrando como era comum poetas e artistas escreverem sobre ela. 
 
A pesquisadora do CRPHF Gloria Regina Coelho da Motta inaugurará a exposição. O evento em Itaboraí conta ainda com a apresentação da poesia Pneumotorax, de Manuel Bandeira, e da esquete teatral A peleja de Zeneide e Fortunato contra o terrível Beka, de Irene Leonore Goldschmidt, do Fundo Global Tuberculose Brasil, MS. 
 
 
 
Iluminação do Castelo

Durante essa semana de mobilização, de 20 a 27 de março, o Castelo da Fiocruz permanecerá iluminado de vermelho, marcando a campanha. A ação é uma iniciativa da Coordenadoria de Comunicação Social da Fiocruz (CCS), sob a responsabilidade do Departamento de Patrimônio Histórico, da Casa de Oswaldo Cruz (DPH/COC/Fiocruz). Além do pavilhão Mourisco - nome oficial do Castelo da Fundação -, a estátua do Cristo Redentor também será iluminada com a cor vermelha no dia 24/3. A cor escolhida remonta a uma história secular. Em 1902, a Central Oficial para Prevenção da Tuberculose foi estabelecida em Berlim, na Alemanha, e adotou como símbolo a Cruz de Lorena, que tem como representação gráfica uma cruz dupla vermelha. O símbolo foi proposto pelo médico francês Gilbert Sesiron com o objetivo de representar as cruzadas no combate contra a tuberculose. No Brasil, a utilização da Cruz de Lorena como representação dessa luta pôde ser vista a partir da segunda década do século XX em cartazes desenhados pela Inspetoria de Profilaxia da Tuberculose, órgão subordinado ao Departamento Nacional de Saúde, criado em 1920 pelo governo federal.
 
 
 
O Centro de Referência Professor Hélio Fraga (CRPHF/ENSP/Fiocruz) fica localizado na Estrada de Curicica, n. 2.000 - Curicica, Rio de Janeiro. 
 
Foto Castelo: Peter Ilicciev

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