#OcupaSUS promove grande ato em defesa do direito universal à saúde

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Debates, aulas abertas e reuniões se misturam a colchonetes, barracas e cobertores na ocupação que acontece na sede do Ministério da Saúde no centro do Rio de Janeiro, em favor da democracia, contra as ameaças e retrocessos nas políticas sociais e em defesa do Sistema Único de Saúde. Como mais uma ação do #OcupaSUS RJ, o movimento realizará nesta sexta-feira, 24/6, um grande Ato político-cultural em defesa do SUS, na Cinelândia, às 18h. No MS RJ, localizado na Rua México, 128, as atividades terão início às 13h, com um papo aberto sobre a saúde e os direitos da população em situação de rua. Já às 15h, começará a concentração para o ato, em defesa do direito universal à saúde e do SUS, contra as privatizações. Alunos, pesquisadores e professores da ENSP participam de forma ativa fortalecendo a resistência com aulas e debates na ocupação, que acontece desde 7 de junho.
 
 
A aluna de doutorado da ENSP Ingrid D’Avilla, que também é professora da Escola Politécnica em Saúde Joaquim Venâncio, participa da ocupação no MS RJ. Ela comentou que as ações têm materializado encontros entre os diversos sujeitos comprometidos com a luta pelo direito à saúde. “Somos militantes, trabalhadores, estudantes e usuários, ocupando, resistindo, convivendo, construindo assembleias e fazendo a autogestão deste espaço. Além do acúmulo produzido com as nossas pautas, há a experimentação da ação direta, da posse de um símbolo que representa a política de saúde no Brasil”. 
 
Ela disse ainda que ocupação segue firme e pulsante, e que os integrantes têm recebido muito apoio, inclusive de trabalhadores do prédio. Também há ampla divulgação do manifesto e das atividades nas redes sociais, doações, além da oferta de atividades culturais para as vigílias noturnas e outros. “A ocupação é uma rede solidária, autogestionada por pessoas que reafirmam as pautas da democracia e da estatização da saúde no Brasil. É, certamente, uma das atividades mais marcantes na minha formação como sanitarista”, descreveu Ingrid. 
 
Luisa Regina Pessôa, que é pesquisadora da ENSP e conduziu um debate sobre a eficiência do gasto público em saúde no #OcupaSUS, dia 21/6, analisou que esse movimento tem oportunizado similarmente a apresentação das temáticas que se referem ao SUS para a sociedade como um todo. "Na área da Saúde Coletiva, defendemos que a sociedade deve compartilhar com o Estado as decisões acerca das prioridades de investimentos públicos. Ao nosso ver, quando levarmos 'nossa' sala de aula para a sede do Núcleo Estadual do Rio de Janeiro do Ministério da Saúde (Nerj), ali, onde todo mundo passa e escuta da rua o que conversamos, estamos também instigando a curiosidade das pessoas sobre o tema do SUS, da saúde do cidadão. Enfim, diminuindo a distância entre a nossa fala e a nossa prática”. 
 
 
 

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