ENSP apresenta estudos sobre educação em saúde no 11º Abrascão

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No contexto do tema Trabalho e Educação em Saúde, a mestranda da ENSP Gabriela Carrilho e a aluna do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) Alzira Galiaço apresentaram estudos sobre educação permanente em saúde durante o 11º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva. Gabriela trabalhou um grupo de alimentação e yoga com profissionais de saúde de uma unidade da Estratégia de Saúde da Família (ESF) no Rio de Janeiro. O estudo foi desenvolvido durante o curso de Residência Multiprofissional em Saúde da Família da ENSP, do qual ela foi aluna. Alzira buscou entender o efeito da educação na percepção de fadiga de estudantes do ensino médio da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio. 
 
O estudo Grupos de Alimentação e yoga com profissionais de saúde numa unidade de Estratégia de Saúde da Família (ESF), desenvolvido pelas alunas Gabriela Carrilho e Carina Ferreira, teve por objetivo refletir a experiência de educação permanente e autocuidado com profissionais de uma unidade de ESF localizada no Complexo do Alemão - Rio de Janeiro, através de grupos de alimentação e yoga. De acordo com Gabriela, os grupos foram organizados pelas nutricionistas e enfermeiras residentes em saúde da família.
 
“O grupo de alimentação aconteceu em três encontros na própria unidade de saúde, as discussões com os profissionais tiveram como base as refeições cotidianas acompanhadas de prática culinária. Já o grupo de yoga foi realizado duas vezes por semana com a prática de alongamento, percepção corporal e relaxamento. A maioria dos profissionais participou dos dois grupos que tiveram como eixo transversal o autocuidado”, descreveu a aluna.
 
O estudo mostrou que os participantes criaram uma ligação entre os grupos de alimentação e yoga levando a percepção de que os resultados não poderiam ser vistos separadamente. Os profissionais que participaram dos grupos relataram mudanças de práticas profissionais, que incluem a qualificação para o cuidado do usuário e a percepção diferenciada da atuação, além da ampliação do vínculo com outros profissionais, e também mudanças pessoais como a melhoria da saúde em geral e a influência de novos hábitos de vida. 
 
Segundo a aluna, a educação permanente e o autocuidado foram dispositivos decisivos para qualificação do trabalho da Estratégia de Saúde da família. “É fundamental ressaltar a importância da parceria com o equipamento social da comunidade para fortalecimento das 
redes no território. Já o suporte financeiro para as práticas culinárias é algo que precisa ser pautado nos serviços de saúde. Esse estudo reforça que os profissionais que participam desse tipo de iniciativa podem e devem ser multiplicadores dessas experiências”, finalizou.
 
O estudo Efeito de educação na percepção de fadiga de estudantes do ensino médio, apresentado por Alzira Galiaço e também assinado por diversos pesquisadores da ENSP, buscou avaliar o efeito de intervenção em educação sobre o sono com relação à percepção de fadiga em adolescentes estudantes do ensino médio da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz). Segundo a aluna, nessa faixa etária, o sono insuficiente pode interferir nas atividades realizadas durante o dia, resultando em fadiga, dificuldades de concentração, atenção e memória. 
 
“A fadiga em adolescentes, muitas vezes está associada às exigências e ao aumento de responsabilidades, e também aos modos de interações sociais. Entretanto, ainda são poucos e prematuros os estudos que avaliam a fadiga e os efeitos da educação sobre o sono”, destacou a aluna. O estudo foi desenvolvido com 18 alunos estudantes do período diurno integral da EPSJV, sendo oito alunas do sexo feminino (44,4%) e dez alunos do sexo masculino (55,6%). Os dados foram coletados em três etapas, com uma semana de duração em cada. A primeira etapa foi antes do processo educativo sobre sono, a segunda logo após a primeira etapa, com oito horas de duração. A terceira etapa foi realizada apenas três meses após a aplicação do programa em educação do sono. 
 
De acordo com Alzira, os resultados do estudo não evidenciaram efeito da intervenção sobre a percepção de fadiga dos estudantes. “É importante destacar que essas análises são parciais e que o número de participantes da pesquisa é reduzido, além disso, o apelo das redes sociais, especialmente nesta faixa etária, pode ser outro fator de explicação dos resultados”, finalizou.

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