Falecimento da pesquisadora da Fiocruz Virgínia Schall

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Faleceu a pesquisadora do Centro de Pesquisas René Rachou (CPqRR – Fiocruz Minas) Virgínia Torres Schall, no dia 29/4. Pesquisadora titular da Fiocruz, Virgínia era doutora em Educação, mestre em Fisiologia e Biofísica, e graduada em Psicologia. Consultora ad hoc do CNPq, da Capes, da SVS/MS e do MEC, Virgínia atuava como docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde e do Programa de Saúde Coletiva na Fiocruz Minas. Escreveu seis livros de literatura infantil sobre questões relacionadas à saúde e criou o jogo Zig-Zaids, voltado para pré-adolescentes e que trata de dúvidas sobre a Aids.
 
O velório foi  realizado hoje (30), de 8h às 13h, em Belo Horizonte, Minas Gerais. O presidente Paulo Gadelha falou sobre a profissional. “Virginia teve participação fundamental na construção e no desenvolvimento da área de divulgação científica na Fiocruz. Foi peça chave na criação do Museu da Vida e de vários outros projetos de grande importância para a instituição. Atenciosa, generosa, foi uma pessoa agregadora, muito querida por todos que trabalharam com ela. Vai fazer uma grande falta para todos nós”, afirmou.
 
A diretora da Fiocruz Minas, Zélia Profeta, também fez sua homenagem. “Virginia Schall veio para o Centro de Pesquisas René Rachou no final da década de 1990. As suas características marcantes eram a forma afetuosa e delicada de tratar as pessoas, o compromisso e a disposição com o trabalho e a alegria”, disse Zélia. “ Ela contribuiu de forma importante para o fortalecimento do Centro: fundou o nosso Laboratório de Educação em Saúde, formou mestres, doutores e alunos de iniciação científica. A nossa inserção na formação de alunos de Iniciação Cientifica Júnior foi por meio dela”, lembrou.
 
“Dentre as várias e importantes atividades desenvolvidas por Virgínia, destaco os muitos projetos elaborados, as aulas ministradas, os livros, a elaboração e a coordenação do nosso primeiro Programa de Pós-Graduação, criado em 2002, e as inúmeras ideias lançadas. Estamos todos nós do CPqRR muito tristes pela perda irreparável”, afirmou Zélia Profeta. A pesquisadora da Fiocruz Minas Denise Pimenta, ex-aluna e integrante do grupo de pesquisa coordenado por Virgínia, também falou da pesquisadora.
 
“Quem teve o privilégio de conhecer a pessoa, mulher, cientista, mãe, poetiza, contadora de histórias, dentre muitas outras, sabe que falar de Virgínia é descrever um ser de luz. Por onde passou, iluminou, semeou, sempre acreditando no ser humano e na potência da vida”, disse Denise. “Sua contribuição foi muito além da acadêmica, pois orientou por volta de 100 alunos com muito afeto, dedicação e delicadeza. Marcou a vida de muitos Sentiremos muito a sua partida, mas como ela mesma gostava de nos lembrar: viva a vida!”.
 
Virgínia Schall concebeu o primeiro projeto do Museu da Vida, da Casa de Oswaldo Cruz, e participou da equipe de implantação, sendo responsável pela criação do Ciência em Cena, teatro que apresenta peças sobre temas científicos. O trabalho foi lembrado pela a vice-presidente de Ensino, informação e Comunicação, Nísia Trindade. “Virginia Schall foi uma excelente pesquisadora, educadora e companheira de trabalho. Personalidade solar, atraía muitos para trabalhar com ela e construir projetos comuns. Ela gostava de pesquisar, dialogar e construir projetos coletivos. Por isto sentimos com intensidade a perda da colega e amiga, mas também temos a certeza que ela estará sempre presente na Fiocruz”, recordou Nísia Trindade.

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