Cerca de metade dos policiais do RJ faz uso de álcool e outras drogas

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Aproximadamente a metade de todo o efetivo das polícias civil e militar do Rio de Janeiro faz uso de álcool mais de uma vez por semana, e 25% deles associam o álcool ao tabaco, tranquilizantes, além de admitirem uso de maconha ou cocaína nos últimos 12 meses, é o que destaca a reportagem do edição impressa do jornal O Dia desta segunda-feira (22/4). As afirmações partem do estudo desenvolvido pelo Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde da ENSP (Claves), que analisa o consumo de substâncias ilícitas pelos policiais do Rio de Janeiro.

Confira, abaixo, ou em anexo, a reportagem veiculada pelo jornal O Dia.

Drogas afetam 25% dos policiais que usam álcool
22 de abril de 2013

Grupo associa bebidas a tranquilizantes, maconha ou cocaína, segundo a Fiocruz
Por: Flávio Araújo

Rio - Quinta-feira passada, 14h. Dois policiais civis explicavam para a reportagem do DIA, na porta de uma delegacia da Zona Norte, que não usam bebidas alcoólicas e não conhecem colegas com problemas de dependência química. Outro agente sai da delegacia, vira para os colegas e convida: Vamos ali tomar uma catuaba? Os dois caem na gargalhada pela gafe. Os três estavam armados.

A situação, cômica, pode se tornar trágica. Segundo pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública, da Fiocruz, cerca de 25% dos policiais civis e militares do Rio que bebem álcool apresentam problemas graves de dependência de drogas lícitas e ilícitas.

O estudo feito em 17 unidades da PM e 36 da Polícia Civil, um universo estimado em 11,7 mil policiais apontou que pouco mais de 80% dos policiais civis e 73% dos PMs consomem bebidas alcoólicas. Deste total (cerca de 16 mil civis e 33 mil militares, se a estatística for aplicada a todo o efetivo), aproximadamente a metade bebe mais de uma vez por semana e cerca de 25% associam o álcool ao tabaco, a tranquilizantes e admitiram ter usado ainda maconha ou cocaína nos últimos 12 meses.

Corporação doente

A Fiocruz traduziu em números o diagnóstico que o psiquiatra e diretor do Hospital Central da PM (HCPM), coronel Sérgio Sardinha, fez em palestra na Acadepol, há três semanas: A corporação (PM) está doente.

Tabaco também costuma ter uso associado a bebidas alcoólicas

Doente e sem tratamento. No mesmo HCPM, a unidade para dependentes químicos, batizada de Renascer, tem só 17 leitos e o serviço não segue ordens hierárquicas ou o pedido de familiares.

- A internação só é feita se o doente quiser. Na Polícia Civil, o hospital está fechado. Segundo o coronel Sardinha, a falta de tratamento adequado tende a aumentar esse problema.

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