Encontro inédito debate a formação em saúde pública

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Pela primeira vez desde sua primeira edição, o Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva conta com a participação de uma comissão representada por estudantes de pós-graduação e graduação. Com a proposta do Abrasco Jovem, criou-se um espaço de integração científica entre a graduação e a pós-graduação, que tem os estudantes como os primeiros autores dos trabalhos publicados. Representando o Abrasco Jovem, o doutorando do Programa de Epidemiologia em Saúde Pública da ENSP, membro do Fórum de Pós-Graduandos da Escola e, atualmente, membro da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz (APG), David Soeiro, esteve presente nas discussões propostas pelo espaço e destacou que a principal ideia é a construção coletiva de um novo formato que valorize a produção científica na pós-graduação e na graduação. 

 

O evento trouxe diversas atividades, como comunicações coordenadas, apresentação de pôsteres e o Encontro Nacional de Pós-Graduandos em Saúde. Além do contato com o meio científico, a intenção é criar um espaço de discussões políticas sobre a saúde coletiva. Segundo David, várias atividades estão sendo realizadas para a promoção dessa discussão, como o Encontro Nacional, que abordou o debate sobre formação em Saúde Pública. “A ideia é que todas essas ações resultem numa articulação das diversas esferas envolvidas, no intuito de discutir a formação em Saúde Pública e, principalmente, se ela está de acordo com as necessidades do Sistema Único de Saúde. Formulamos um documento, a Carta do Fórum de Porto Alegre, que conta com um apanhado de todas essas discussões, e o entregamos à Diretoria da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco)”, explicou.

 

De acordo com o representante, depois da criação da graduação em saúde coletiva, o principal objetivo do grupo é discutir a formação em sanitarista, tanto na graduação como na pós-graduação. “Dessa forma, o Abrasco Jovem possui um componente político além do científico, que foi a proposta inicial da Abrasco”, informou. David explicou ainda que a comissão é formada por militantes mais jovens, que em sua maioria estão ingressando na área da saúde e podem ajudar a transformar o atual panorama da área da saúde atuando na perspectiva de trabalho multiprofissional. 

 

“Os formandos em saúde coletiva saem com uma visão muito ampliada do sistema de saúde. E essa visão é fundamental na hora de pôr em prática, de forma articulada, maneiras de se pensar e necessidades específicas de acordo com cada território”, afirmou. Segundo David, é fundamental que exista o diálogo com os profissionais que já atuam na área há mais tempo a fim de se obter saúde de qualidade no país. Para ele, existe espaço para todos na área da saúde, e todos podem e devem contribuir. O que precisa ser priorizado é a necessidade de se estabelecer como as diversas profissões se relacionam dentro desse mercado, bem como os locais de atuação e a articulação com outras categorias profissionais envolvidas com a saúde coletiva. 

 

No âmbito dos Programas de Pós-Graduação da ENSP, David enfatizou que é fundamental trazer os alunos para debater o campo da saúde e os caminhos tomados dentro da pós-graduação. “Esse é um tema que não pode se esgotar. Temos um cenário favorável e contamos com a parceria de diversas instituições para continuar discutindo formação e saúde. Os espaços de militância são reais, mas é preciso trazer as pessoas e mostrar que esses espaços existem, mobilizando-as a participar”, expôs David. 

 

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