SUS terá mais dois novos medicamentos contra hepatite C

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Dois novos medicamentos contra hepatite C serão incluídos no Sistema Único de Saúde (SUS). Mais modernos e eficazes, o Telaprevir e o Boceprevir devem beneficiar 5,5 mil pacientes, todos portadores de cirrose e fibrose avançada que fazem parte do grupo de maior risco de progressão da doença e de morte. O anúncio foi feito na última quarta-feira (25/7) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o lançamento da campanha nacional contra hepatites virais na Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), em Brasília (DF). “Essa é mais uma das atividades realizadas em conjunto com os atores do sistema de saúde para romper com o silêncio em relação às hepatites virais no mundo inteiro. Essa é uma doença silenciosa, sem sinais ou sintomas, e por isso precisamos nos esforçar para ações de prevenção e diagnóstico”, disse Padilha.

 

O ministro ainda apresentou os dados epidemiológicos mais atualizados das hepatites A, B, C, D e E. Cerca de 33 mil casos de hepatites são notificados anualmente. Com o tema As hepatites podem estar onde você menos espera, a campanha marca o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, comemorado no sábado (28/7), e prevê uma série de ações de diagnóstico e prevenção, entre as quais a ampliação de testes rápidos de diagnóstico e a promoção de um concurso que vai premiar trabalhos artísticos realizados por manicures e tatuadores com mensagens de prevenção às hepatites. O concurso incentiva boas práticas para a prevenção da doença em salões de beleza e estúdios de tatuagem e a divulgação de cartazes e folders orientando a população em diferentes locais e eventos.

 

Os novos medicamentos direcionados ao tipo C fazem parte da classe de inibidores de protease – a mais moderna para combater a doença em todo o mundo – e devem estar disponíveis no SUS no início de 2013. O Telaprevir e o Boceprevir têm uma taxa de eficácia de 80% − o dobro do sucesso obtido com a estratégia convencional, utilizada atualmente, que associa dois medicamentos, o Interferon Peguilato (injetável) e a Ribavirina (via oral), cujos tratamentos têm duração de 48 a 72 semanas. Os novos medicamentos são administrados oralmente e têm duração de até 48 semanas.

 

“Esse é um passo decisivo para o tratamento das hepatites e vai possibilitar aos brasileiros a oportunidade de receber o que há de melhor em relação ao tratamento das hepatites no país”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. No Brasil, há cerca de 1,5 milhão de pessoas infectadas pela hepatite C, que é responsável por 70% das hepatites crônicas, 40% dos casos de cirrose e 60% dos cânceres primários de fígado. Da infecção até a fase da cirrose hepática, pode-se passar de 20 a 30 anos, em média, sem nenhum sintoma.

 

Confira a apresentação sobre hepatites.

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