ENSP formaliza integração do Chile à Resp-Unasul

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O diretor da ENSP/Fiocruz, Antônio Ivo de Carvalho, recebeu o diretor da Escola de Saúde Pública Dr. Salvador Allende, da Universidade do Chile, Oscar Arteaga, em 23 de maio, para reativar a cooperação técnica entre as duas Escolas e formalizar a integração da ESP Chile à Rede de Escolas de Saúde Pública da União das Nações Sul-Americanas (Resp-Unasul). A proposta é, ainda, organizar uma agenda de cooperação em pesquisa e a participação da ENSP em um congresso sobre Saúde Global, que acontecerá no Chile, possivelmente em janeiro de 2013.
 
A coordenadora de Cooperação Internacional da ENSP, Erica Kastrup, fez uma apresentação ao visitante sobre a Resp-Unasul, uma rede de caráter governamental, com representantes dos 12 países que integram a Unasul. A Resp, criada em 2011, está ligada ao Conselho de Saúde da Unasul, assim como outras quatro redes de instituições estruturantes para os sistemas de saúde da Unasul, composta por Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.
 
As próximas ações da rede, informou Erica, serão o 2º Encontro da Resp, em julho, provavelmente na Colômbia, cuja agenda, ainda em elaboração, incluirá apresentações de todos os países e uma conferência sobre o conceito de Escola de Governo.
 
Já Oscar Arteaga disse que o Chile iniciou um processo de conformação de uma rede nacional de instituições formadoras em saúde pública que tem especial interesse na articulação com a Resp-Unasul.
 
Em sua apresentação, Arteaga informou que a Universidade do Chile é a maior instituição de ensino superior do país, fundada em 1842. Composta por 14 faculdades e quatro institutos de pesquisa, tem mais de 25 mil estudantes de graduação, 6.500 de pós-graduação e 3.400 professores e pesquisadores. A Escola de Saúde Pública Dr. Salvador Allende faz parte da Faculdade de
Medicina e data de 1943. Durante a ditadura militar foi excluída do serviço público, mas em 1990 foi refundada com uma visão mais crítica sobre a reforma da saúde, uma consciência sobre determinantes sociais e o desafio da equidade da saúde. 
 
Atualmente, a Escola se encontra em processo de transformação, explicou Arteaga, incentivando a docência de fundamentos da saúde pública a futuros profissionais de medicina e áreas afins, e na pós, a magistratura em saúde pública, bioestatística, residência e doutorado em saúde pública. A área de educação continuada também se desenvolve com cursos de extensão e de verão. A Escola publica a Revista Chilena de Saúde, que ainda não é indexada. “Do ponto de vista político, nossa Escola tem um importante reconhecimento, pela formação de recursos humanos”, disse Arteaga.
 
O diretor da ESP do Chile assinalou que os temas das pesquisas giram em torno de políticas e da gestão de serviços de atenção primária, de saúde mental e prevenção de riscos psicossociais e de validação de intervenções de base comunitária. Mais especificamente sobre a evolução de riscos ambientais e a promoção de saúde ambiental, as pesquisas abordam a exposição à contaminação atmosférica em diversas modalidades de transporte em Santiago, o uso do tabaco em bares e restaurantes, a obesidade e a resistência à insulina como fator de risco de câncer, a evolução do câncer de mama e os custos de acidentes de trabalho. 
 
Também presentes à reunião com o visitante do Chile, a vice-diretora de Pós-Graduação, Maria Helena Mendonça, o vice-diretor Francisco Braga (Gestão e Desenvolvimento Institucional) e a pesquisadora e coordenadora do grupo de pesquisa em Saúde Global da ENSP, Célia Almeida.

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