ENSP discute saúde e segurança no Comperj

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O Plano de Monitoramento Epidemiológico da Área de Influência do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), desenvolvido pela ENSP e coordenado pelo pesquisador Luciano Toledo (Densp), promove ações de acompanhamento dos agravos considerados sensíveis pela população, como as transformações socioambientais, o aumento da violência, os acidentes de transporte, a ocupação dos espaços urbanos, o consumo de drogas e demais aspectos relacionados à saúde, além de outras consequências que um grande projeto de desenvolvimento como o Comperj pode trazer para a região. Na quarta-feira (21/12), a Escola recebeu o coronel Paulo Augusto de Souza Teixeira, presidente do Instituto de Segurança Pública (ISP), para discutir a parceria no fornecimento dos dados para o projeto e melhores formas de trabalhar e divulgar as informações de saúde e segurança na região.

O ISP é o órgão responsável pela pesquisa, análise criminal, capacitação profissional e coordenação dos Conselhos Comunitários de Segurança no Estado do Rio de Janeiro. O instituto é parceiro da ENSP no desenvolvimento do projeto no Comperj, também por meio do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (Claves). Na reunião, além do presidente do ISP, participaram a pesquisadora do Claves e organizadora dos Ciclos Temáticos do projeto Comperj Edinilsa Ramos, a vice-diretora de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da ENSP, Margareth Portela, e o coordenador geral do projeto, Luciano Toledo.

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De acordo com o coronel Paulo Teixeira, a mídia vem divulgando os indicadores de segurança no Estado do Rio de Janeiro, mas é importante expor a forma como esses dados são contabilizados, consolidados, publicados, além da sua relação com a saúde.

A perda de qualidade dos dados da saúde, por exemplo, também pode estar ligada às formas de divulgação das informações cedidas pela polícia por meio do IML. O ISP tem desenvolvido uma aproximação com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro e estamos criando alternativas para tornar esse sistema de informação menos artesanal. A ideia é reunirmos os órgãos promotores de informação, como a polícia, as secretarias de saúde e o ISP com instituições acadêmicas como a Fiocruz, por exemplo, que está repensando essa questão da segurança, para, juntos, identificarmos os principais problemas, melhorarmos a qualidade da informação, o processo de tomada de decisão das secretarias, de monitoramento e avaliação das políticas. Cada um age da sua forma, mas o objetivo maior é salvar vidas.

Para Edinilsa, o ISP tem cedido dados importantes em relação à criminalidade na região para o desenvolvimento do projeto de monitoramento do Comperj. É importante discutirmos os problemas existentes no sistema de informação e melhorar a qualidade desses dados.