Redes sociais da ENSP conquistam cada vez mais adeptos

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Elisa Andries

redes_sociais_capa_esq_2011.jpgAs redes sociais da ENSP estão crescendo em progressão geométrica. A protagonista, no entanto, não é mais o Twitter, que, há cerca de um ano, era a que mais agregava usuários. Acompanhando uma tendência observada mundialmente, o Facebook da ENSP tomou a dianteira nessa disputa e hoje registra aproximadamente 30 pedidos de conexões por dia. O Orkut da Escola, o primeiro a ser criado, em junho de 2004, vem perdendo fôlego. Embora tenha praticamente estagnado em número de usuários, sua comunidade ainda é atuante e formada principalmente por alunos.

A adesão da ENSP às redes sociais foi estimulada pelo grande interesse da sociedade às novas ferramentas da internet. Atualmente, as redes sociais são um meio importante para a divulgação científica, já incorporadas à disseminação dos fluxos de informações produzidas pelos veículos de comunicação de maneira geral. Além disso, tornaram-se fontes primárias de pautas para a imprensa.

Na ENSP, ao incorporar as redes sociais às atividades diárias da comunicação institucional, o objetivo foi ampliar a visibilidade à produção científica e acadêmica da Escola, gerando tráfego para o Portal e para o Informe ENSP. Depois de criar o seu primeiro espaço, o Orkut, a Escola criou um perfil no Twitter, em 2008, e depois no Facebook, em 2009. A Coordenação de Comunicação Institucional é a responsável pela criação e pela manutenção dos perfis da Escola nas redes sociais.

Alunos são os usuários mais ativos

Pelo menos um aspecto as três redes da ENSP têm em comum: os alunos da ENSP e de outras unidades da Fiocruz, como também candidatos a alunos, são os usuários mais ativos. As redes também acolhem grande número de pesquisadores e professores da Fiocruz e de profissionais de saúde de várias partes do Brasil. Todos interagem, fazem comentários e trocam experiências e informações.

Uma das conexões mais ativas no Facebook da ENSP é a médica Judy Botler, que, no ano passado, terminou o doutorado em Saúde Pública na instituição sob a orientação dos professores Luiz Camacho e Marly Cruz. Judy acha fundamental a participação institucional em redes sociais porque é um canal de aproximação interativo muito importante hoje em dia, em que as informações são disseminadas de forma rápida e muito ágil, ressaltou. Ela destaca a utilidade do Informe ENSP, cujas informações ela compartilha com amigos, colegas de profissão. Acho que a Escola poderia criar um grupo de discussão dentro do Facebook para incentivar a troca de opiniões entre alunos, professores, profissionais de saúde e demais interessados, sugere.

Rosângela Rosa, ex-aluna do mestrado em Biociências do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e do curso de Ativadores de Mudança na Formação dos Profissionais de Saúde, da ENSP, também é outra que valoriza a presença da Escola nas redes sociais. Tenho um carinho muito grande pela instituição, pois significou o meu retorno ao mundo acadêmico, com novos aprendizados. Em relação à participação da ENSP nas redes, vejo com bons olhos a inovação desta forma de comunicação e interação. Tornar acessível a informação e o conhecimento para a sociedade faz parte da missão da instituição e sua presença nas redes sociais amplia o contato com públicos diferentes e aumenta sua abrangência para veiculação de projetos, estratégias de prevenção, entre outras ações, ressaltou.

Juliana Reis, consultora freelancer e aluna do curso de especialização do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), vê a atuação da ENSP nas redes sociais como uma ação inovadora. Pelo Facebook, sei o que está acontecendo na Fiocruz, porque é o da ENSP é o mais atualizado. Por meio de informações divulgadas no espaço, fui a eventos que contribuíram para o meu desenvolvimento acadêmico e profissional. E o melhor: tudo o que as pessoas comentam, a ENSP responde. Trata-se de um canal importante com a sociedade, disse.

Profissionais da Escola também têm valorizado e marcado presença no Facebook institucional. Uma delas é Ângela Esher, coordenadora do Comitê de Ética em Pesquisa. Volta e meia, ela deixa um comentário, uma informação, e sugere melhorias: Seria interessante que os convites para eventos tivessem destaque no Facebook. Acho também que pequenos cursos gratuitos ou disciplinas isoladas poderiam ganhar mais espaço. São boas portas de entrada para pessoas que querem se aproximar da ENSP, disse.

Os profissionais de saúde também adotaram o Facebook da ENSP como importante fonte de informação. O fisioterapeuta e enfermeiro Deco Padarath é um deles. Acho super interessante esse movimento das instituições de saúde se fazerem presentes nas redes sociais, pois permite uma interação bem bacana com a população, proporcionando o livre acesso à produção científica, elogia. Deco também sugere a criação de fóruns para promover o debate de políticas públicas de saúde, divulgação de vídeos educativos, chats, entre outros. Sempre pego alguma informações sobre cursos e palestras que estão acontecendo na ENSP e indico para meus amigos, explica.

Conheça, abaixo, o perfil das três redes sociais mantidas pela ENSP:

Twitter
O Twitter da ENSP possui hoje quase 2 mil conexões. A ferramenta é uma mistura de miniblog com mensagens de celular - as mensagens são de 140 toques, como os torpedos, mas circulam pela internet como os textos de blogs. Em vez de seguir para apenas uma pessoa, como no celular ou no MSN, a mensagem do Twitter vai para todos os seguidores - pessoas que acompanham o emissor.

Facebook
O Facebook da ENSP tem atualmente cerca de 2.300 conexões. Uma explicação para o seu vertiginoso crescimento é a dinâmica das interações. No perfil da ENSP, seus participantes demonstram interesses diversos, desde cursos e eventos até interesses em defesas de teses e informações sobre temas da saúde pública de modo geral. Praticamente todas as notas postadas no Facebook da ENSP recebem comentários. Quando não fazem comentários, os usuários curtem a informação.

É no Facebook que as reportagens publicadas pelo boletim Informe ENSP, do Portal, ganham maior visibilidade. Além de vídeos produzidos em eventos e em atividades internas da ENSP, o usuário tem acesso a fotografias de eventos, aos cartazes do projeto Palavras no Caminho, a campanhas, como o projeto Pedalando pela sua saúde, pelo nosso planeta e ENSP Solidária, entre outras ações institucionais.

A ENSP também já está lançando mão das fan pages. Primeiro, abriu uma para divulgar o Seminário Internacional Acesso Livre ao Conhecimento, realizado nos dias 11 e 12 de abril, na abertura do ano letivo da Escola. Em seguida, inaugurou a fã page Acesso Aberto na ENSP Fiocruz, para divulgar o Movimento Internacional de Acesso Aberto ao Conhecimento. Nessa última, já contabiliza 203 usuários ativos e cerca de 70 visitas por semana, de acordo com as métricas da página.

Orkut
O Orkut da ENSP foi a primeira rede a ser criada pela Escola. Composto basicamente de alunos, tem hoje cerca de 1.800 usuários. Trata-se de uma comunidade utilizada para a troca de experiências e informações. A comunidade da ENSP, por exemplo, possui vários fóruns. Em um deles, os alunos trocam informações sobre aluguéis no Rio de Janeiro e lugares mais próximos à ENSP para os que pretendem morar e estudar. Nesse fórum, alunos buscam parceiros para dividir aluguel.

Facebook é a rede que mais cresce no Brasil

O Facebook é a rede social que mais cresce atualmente. No mundo, está prestes a atingir a marca dos 700 milhões de usuários, de acordo com um relatório do site de estatísticas SocialBakers. Em janeiro deste ano, o Facebook estava na marca dos 600 milhões de usuários.

O Brasil lidera a lista dos países que mais cresceram em participação no último mês: 1.949.700 brasileiros se registraram na rede social, um crescimento de 11% em relação ao valor registrado no mês de abril. No total, 19.041.140 usuários do Facebook são brasileiros.

Para que criar um perfil no Facebook

Criar um perfil no Facebook é fácil. Basta acessar o endereço http://www.facebook.com e preencher o pequeno formulário que está no canto direito da página. Antes, quem quiser mais informações deve acessar os links que estão no pé da página.

No Facebook, o dono do perfil pode incluir, além de seus dados pessoais e profissionais - até que ponto você quer se expor é uma escolha pessoal -, na sua área fotos, vídeos, links, notas etc. Você pode convidar seus amigos para participar de eventos, abraçar uma causa, ou simplesmente conhecer pessoas e estabelecer novos contatos para ampliar sua rede pessoal e profissional.

Além de um perfil no Facebook, o usuário também pode criar as chamadas fan pages, com o objetivo de divulgar uma marca, uma empresa, uma causa, uma comunidade, entre outras infinidades de ações. Na fan page, o dono da página tem acesso às métricas, ou seja, sabe quantas pessoas acessam a página por semana, quantas interações foram feitas, quantas pessoas curtiram a página, entre outras informações.

Criado em 2004, inicialmente tinha como alvo apenas os estudantes da Universidade Harvard, mas progressivamente foi permitindo a inscrição de estudantes de outras escolas até que, em 2006, estava disponível para todos.

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