ENSP apresenta jogo interativo para promoção da saúde

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A experiência desenvolvida pela ENSP, que busca a produção compartilhada de conhecimentos pela experiência com jogos interativos para promoção da saúde, foi apresentada no IX Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, em Recife, pelo pesquisador Marcelo Firpo (Cesteh/ENSP) e pelo morador de Manguinhos e integrante do Laboratório Territorial de Manguinhos (LTM), Thiago Soares Macedo. O evento também apresentou outras práticas emergentes no campo da atenção à saúde.

A acupuntura como estratégia de promoção da saúde e a utilização das artes plásticas na sala de espera como instrumento para intervenção psicossocial foram temas da palestra da pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Maria Eliza Rizzi. A pesquisadora expôs um projeto que busca investigar os significados e repercussões da arteterapia aplicada aos grupos da sala de espera do Programa de Atendimento e Acolhida para Refugiados em São Paulo (PAARP).

mfirpo_jogos_publico_centro.jpgForam realizadas oficinas de arteterapia em ambiente de sala de espera com uma população de refugiados políticos na cidade de São Paulo, com o intuito de dialogar com o que acontecia no ambiente, usando os recursos das artes plásticas como forma de comunicação e linguagem. A atividade em sala de espera gerou um cenário em que eram transmitidas e captadas experiências afetivas, enriquecendo a vivência relacional, colaborando para a percepção e compreensão da arte como expressão de valores individuais e coletivos. A utilização da arteterapia como instrumento de intervenção psicossocial também possibilitou o desenvolvimento de reflexões críticas em relação ao que estava sendo vivido.

Na segunda parte da apresentação, Maria Eliza Rizzi falou sobre a acupuntura como forma de promoção da saúde. A pesquisa demonstrou que o contato com a prática da acupuntura no serviço público incorpora orientações como a reeducação alimentar, o uso de plantas medicinais e o estímulo às práticas corporais. O vínculo de confiança com o profissional de saúde facilita a adesão aos tratamentos por ele proposto, com o potencial de melhorar a qualidade de vida e reduzir os riscos à saúde relacionados aos seus determinantes e condicionantes, tal como orienta a Política Nacional de Promoção da Saúde.

Um projeto de São Paulo que busca construir com crianças e jovens em situação de risco social alternativas eficientes, através da arte, para a superação dos desafios do cotidiano foi apresentado pela integrante do Projeto Quixote, Maíra Mendes Clini. Segundo ela, por meio do atendimento, o projeto atinge diretamente crianças, jovens e seus familiares atuando através do tripé clínico, social e pedagógico. As ações contam sempre com olhares multidisciplinares que tecem o melhor projeto terapêutico para cada indivíduo.

Experiência busca a produção compartilhada de conhecimentos por meio de jogos interativos

mfirpo_ltm_jogos_abrasco_centro.jpgPor último, o pesquisador da ENSP, Marcelo Firpo, e o integrante do LTM, Tiago Macedo, apresentaram uma experiência que busca a produção compartilhada de conhecimentos por meio de jogos interativos para promoção da saúde. O trabalho busca avançar, pela construção de jogos computacionais interativos sobre os problemas de saúde do território. O trabalho faz parte do LTM, que reúne pesquisadores da Fiocruz e moradores da comunidade de Manguinhos na perspectiva da construção de uma promoção da saúde emancipatória.

Tiago revelou que, na comunidade, as crianças passam o dia em lan houses procurando jogos. O trabalho surgiu da ideia de fornecer um jogo sobre saúde que informe sobre a doença para uma população altamente vulnerável à doença e com altos índices de abandono do tratamento. Segundo Marcelo, foram realizadas varias reuniões com pesquisadores, agentes de saúde, moradores de Manguinhos e pessoas que já haviam sido curadas da tuberculose para a construção do jogo, que se baseia na resolução de uma tosse misteriosa que atinge o personagem principal. A partir daí, o protagonista do jogo vai percorrendo diversos locais da comunidade e se informando cada vez mais sobre a doença e seu tratamento. O próximo passo, de acordo com o pesquisador, é fazer outros jogos sobre problemas de saúde da comunidade, como a dengue, e testar com jovens das escolas da região.

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