Vice-diretora de Pós da ENSP apresenta mestrados profissionais

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No último dia (4/11) do IX Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva da Abrasco, em Recife, um dos painéis teve como foco a portaria normativa 07, do Ministério da Educação (MEC) junto com a Capes, que esclarece pontos importantes como validade e prerrogativas iguais do diploma de mestrado profissional com qualquer diploma de mestre. A vice-diretora de Pós-Graduação da ENSP, Maria Helena Mendonça, foi uma das expositoras, ao lado de Leny Trad, do ISC/UFBA. Confira o áudio da sessão na Biblioteca Multimídia da ENSP.

Maria Helena Mendonça apresentou os cursos de mestrado profissional desenvolvidos na Escola, oferecidos desde 2002 em cinco áreas de concentração: gestão em saúde; vigilância em saúde; desenvolvimento e políticas públicas; saúde, ambiente e trabalho; e epidemiologia este último recém-credenciado pela Capes, mas que ainda não conta com turma. Nossos mestrados profissionais têm por objetivo formar profissionais de instituições públicas do sistema de saúde, comprometidos com processos de transformação institucional e de inovação gerencial para atuarem como indutores de processos de mudanças em suas instituições, desenvolvendo produtos de aplicabilidade ao desenvolvimento do SUS e do sistema de C&T, ressaltou.

MHelenaM_abrasco_centro.jpgEntre 2002 e 2007, a ENSP titulou mais de 160 alunos de mestrado profissional, sendo 82 orientações feitas por professores da Escola. Analisando a evolução do número de alunos matriculados nos cursos de mestrado acadêmico e profissional na Escola, entre 2004 e 2008, segundo Maria Helena, o número de alunos do mestrado profissional é maior que o acadêmico. Ao todo, a ENSP formou as seguintes turmas: gestão de C&T e inovação em Saúde (quatro edições); vigilância em saúde (três edições); gestão da informação e comunicação em saúde (duas edições); vigilância em saúde e avaliação de programas de controle de processos endêmicos (duas edições); gestão de tecnologia em saúde; gestão do trabalho e da educação na saúde; desenvolvimento em políticas públicas; e saúde pública e meio ambiente, todos com uma edição cada. "A expansão do mestrado profissional é uma realidade na ENSP, e temos que, cada vez mais, dar respostas a todo o sistema, disse a vice-diretora.

Por fim, Maria Helena afirmou ser necessária a aprovação de diretrizes para a modalidade profissional compatíveis com a missão de fortalecer o SUS, especialmente no processo de formação de profissionais e no desenvolvimento de pesquisas que sustentem o aprimoramento das políticas públicas. "Temos ainda a necessidade de criar um sistema de avaliação de cursos e de egressos para acompanharmos a qualidade da produção e da gestão acadêmica e gerar estímulos à produção coletiva, com reconhecimento da produção individual de conhecimento, concluiu.

Portaria 07 é novo marco regulatório do ensino Stricto sensu

Já a vice-coordenadora de Pós-Graduação e coordenadora dos Mestrados Profissionalizantes do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA), Leny Trad, concentrou sua exposição na portaria normativa 07, elaborada pelo MEC em parceria com a Capes. Segundo a pesquisadora, o ISC/UFBA implantou cursos de mestrado profissional, há dez anos, em cinco áreas de concentração. O novo marco regulatório do ensino Stricto sensu foi essa portaria normativa que dispõe sobre a expansão da modalidade de mestrado profissional em todo o país, refletiu.

MHelenaM_abrasco_mesa_centro.jpgEntre os pontos apresentados por Leny Trad está o fato de que o título de mestrado profissional outorga os mesmos direitos do mestrado acadêmico, uma vez que é definido como uma modalidade de formação Stricto sensu. Seus objetivos diferem do mestrado e do doutorado acadêmico. Ele visa atender demandas sociais, organizacionais ou profissionais do mercado de trabalho. Também pretende transferir conhecimento para a sociedade, atendendo demandas específicas e de arranjos produtivos com vistas ao desenvolvimento nacional, regional ou local, afirmou.

Leny informou também que a portaria estabelece que, devido ao caráter multidisciplinar dos cursos de mestrado profissional, o trabalho de conclusão final do curso poderá ser uma dissertação, mas também uma revisão sistemática e aprofundada de literatura, artigo, patente, registros de propriedade intelectual, relatórios de estágios em empresas, projetos técnicos, publicações tecnológicas, desenvolvimento de aplicativos, processos e técnicas, produção de programas de mídia, editoria, entre outros.

Entretanto, a coordenadora levanta algumas questões a respeito da portaria normativa 07, como: Afinal de contas, o que define um curso Stricto sensu? Ou então, como distinguir o mestrado profissional da especialização Lato sensu, uma vez que o mestrado é fortemente voltado para uma especialização? E como conciliar a expansão da oferta dos mestrados profissionais com as metas de produção científica do quadro docente e definir prioridades e critérios para incorporação dessa demanda?, questionou, ao concluir que ainda há muito a ser debatido.

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