Seminário apresenta e discute Programa Pró-Equidade de Gênero

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diversidade_genero_mesa_capa.jpgO Seminário de Adesão ao Programa Pró-Equidade de Gênero reuniu lideranças comunitárias e representantes de órgãos governamentais na sexta-feira (8/05), no Auditório Térreo da ENSP. Pouco antes, a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), Nilcéa Freire, e o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, assinaram o termo de adesão da Fiocruz ao Programa da SPM, do governo federal. O seminário foi iniciado com a mesa de abertura Adesão ao Programa Nacional Pró-Equidade de Gênero da Fiocruz.

O evento da tarde de sexta-feira contou com a participação da coordenadora Nacional do Programa Pró-Equidade de Gênero da SPM, Eunice Lea de Moraes; com a diretora da organização não governamental Cepia, Leila Linhares, da representante da Comissão Especial de Segurança da Mulher do município de São Gonçalo e pesquisadora do DIHS, da ENSP/Fiocruz, Marisa Chaves, e da coordenadora do Grupo de Direitos Humanos e Saúde Helena Besserman (DIHS/ ENSP/ Fiocruz), Maria Helena Barros de Oliveira.

Na abertura, Marisa Chaves falou da importância da promoção dos cursos livres do DIHS. Em seguida, Maria Helena Barros falou do grupo de Direitos Humanos e Saúde e das sessões científicas, realizadas às quintas-feiras. Este projeto tem o objetivo de construir e dar visibilidade às questões do direito à saúde e da equidade de gênero na Fiocruz, ressaltou.

Programa consiste em estimular nova cultura organizacional

O Programa Pró-Equidade de Gênero foi apresentado pela coordenadora Eunice Lea de Moraes, que destacou seu objetivo de estimular as organizações públicas e privadas a desenvolverem novas concepções de gestão de pessoas e cultura organizacional para alcançar a equidade de gênero no mundo do trabalho e, assim, após um ciclo de 12 meses, receberem o Selo Pró-Equidade de Gênero ao cumprirem seus propósitos.

Eunice_Moraes_diversidade_enero_boneco.jEunice apontou ainda duas características básicas do programa: oportunidades iguais e o respeito às diferenças. Segundo ela, a prioridade do Programa é promover relações de trabalho não discriminatórias em razão do sexo, raça/etnia, orientação sexual, deficiência, com equidade salarial e acesso a cargos de direção. Quero voltar aqui em um ano e entregar o Selo Pró-Equidade de Gênero à Fiocruz, concluiu.

Leila_Linhares_diversidade_genero_bonecoA diretora do Cepia, Leila Linhares, falou das pesquisas realizadas pela organização não governamental, que constatou a baixa participação das mulheres nos altos escalões de empresas públicas. A culpa do resultado dessa pesquisa não é só do Estado, mas da sociedade como um todo, que está sendo discriminatória com as mulheres, enfatizou.

Para ela, o Programa Pró-Equidade de Gênero é um marco importante para o reconhecimento do trabalho das mulheres dentro das instituições. É preciso reduzir a defasagem entre homens e mulheres e aumentar a igualdade por meio de medidas afirmativas voltadas para as mulheres. Também espero que o Programa possa trazer para dentro desta instituição a discussão de um tema muito importante, a violência contra a mulher, seja ela de natureza física, moral ou sexual, disse ela.

marisa_chaves_Gdihs_diversidade_genero_bEncerrando a mesa, Marisa Chaves apresentou dados de uma pesquisa sobre violência contra a mulher, de 2008, revelando que as mulheres continuam sendo as maiores vítimas de crimes de atentado violento ao pudor (70,7%), ameaça (63,9%) e lesão corporal dolosa (62,3%). Tais delitos ocorrem, na maioria das vezes, no espaço doméstico de convívio e no ambiente familiar, o que significa que as vítimas geralmente conhecem os acusados.

Para Marisa, as áreas de saúde, assistência social e educação devem contribuir para a equidade de gênero trabalhando para cumprir os objetivos de prevenção, assistência e erradicação da violência contra a mulher. Inúmeros são os fatores que desencadeiam a violência. Há, no entanto, um fator comum a todas as situações: o abuso do poder, do maior, contra o menor; do mais forte contra o mais frágil. Sabemos que o ser humano, psiquicamente, tem uma tendência a identificar-se com o agressor. Dessa forma, crianças maltratadas tornam-se, com frequência, adultos maltratantes, concluiu.

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