Ambientes Saudáveis em debate no Abrascão

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vinhetaabrasco.jpgTrês diferentes estratégias para a promoção de ambientes saudáveis foram apresentadas no último dia (25/08) do 11º Congresso Mundial de Saúde Pública e no 8º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, entre elas o Plano Diretor Saudável que está em desenvolvimento pela Rede Brasileira de Habitação Saudável, coordenada pela pesquisadora do DSSA/ENSP, Simone Cynamon Cohen.

A pesquisadora explicou aos presentes o trabalho desenvolvido pela Rede Brasileira de Habitação Saudável, que tem uma proposta para se tornar um Centro Colaborador da OPAS/OMS nessa temática. Entre os objetivos dessa Rede está o estabelecimento de estratégias e parcerias intersetoriais na busca pela promoção da saúde e bem estar social. Para se chegar a melhores estratégias de ambiente saudável é importante a promoção de fóruns participativos envolvendo hospitais, escolas, indústrias, empresas e moradores na busca por um município saudável e sustentável, destaca.

Entre os resultados esperados do Plano Diretor está a elaboração de propostas saudáveis que atendam demandas reais e explorem as potencialidades do local onde ele é implantado. Roteiros, manuais e guias serão desenvolvidos ajudando a formulação de políticas de promoção saudáveis, sempre apresentando diagnósticos diferenciados atendendo as especificidades de cada local.

Simone Tetu Moysés, da PUC-Paraná, mostrou o trabalho desenvolvido no Projeto Ambientes Saudáveis de Curitiba. Sua premissa é promover uma gestão participativa na construção de políticas saudáveis para os moradores de Curitiba. Iniciado em 2003 com 98 instituições envolvidas, o projeto vem crescendo e alcançou 143 participantes entre empresas privadas, escolas municipais, Ongs, instituições de ensino superior e unidades da prefeitura.

O projeto Manuelzão foi a última experiência exitosa, apresentada por Samuel Sóstanes Santos, da Universidade Federal de Minas Gerais. Sendo uma extensão da UFMG, tem por objetivo promover a revitalização da bacia do Rio das Velhas. Suas atividades tiveram início em 1997 na Faculdade de Medicina, pela iniciativa de um grupo de professores que perceberam que saúde não é apenas uma questão médica: ela está diretamente relacionada às condições sociais e ao meio ambiente em que as pessoas vivem.

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